Como atividade avaliativa refente ao 1.º trimestre do curso de Pedagogia - PEAD - UFRGS, realizei um Workshop com o intuito de registrar os aprendizados adquiridos durante esse período. Surpreendi-me com a quantidade de informações e reflexões realizadas. No momento em que você está "estudando", envolvida em atividades, não fica tão claro o que foi assimilado, porém, ao parar para refletir e elencar, percebe o quanto aprendeu, como mudou - até agora - o seu modo de olhar as coisas.
Especialmente quero salientar um aspecto que me fez pensar muito sobre a minha postura diante dos acontecimentos: foi trabalhado pelo professor Clezio Gonçalves, durante a aula de Corporeidade, que diz respeito ao ato de julgar. Julgamos sem conhecer de verdade as pessoas, os fatos e os acontecimentos envolvidos. Julgamos por nos considerarmos superiores. Julgamos por julgar.
Penso que, se pararmos para pensar, mas pensar mesmo, constataremos que muita coisa poderemos mudar. E que de nada valem julgamentos, avaliações antecipadas,.. É importante ver, analisar, pensar, sem atribuir tarjas.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
terça-feira, 23 de junho de 2015
ENSINAR SEM AMAR É POSSÍVEL?
Diante de tantas leituras e visualização de vídeos, durante essas últimas semanas do 1.º semestre de PEAD, deparei-me, por diversas vezes, sobre a reflexão que envolve o ato de ensinar. Não me refiro a um ato mecânico, descomprometido, meramente profissional, mas sim, sobre um ato que envolve sentimentos, trocas, afeto e carinho, cumplicidade.
É preciso sentir e demonstrar que nos importamos com nossos alunos, que vibramos com suas conquistas e sofremos com suas frustrações e perdas. Que somos pessoas em quem é possível confiar e acreditar. No momento em que há credibilidade e afeto, os resultados são mais eficazes, numerosos e duradouros.
Sei que a profissão Professor carrega consigo uma série de responsabilidades e exigências, mas qual profissão não exige?
Orgulho-me da minha escolha profissional e abraço também ao que ela carrega consigo.
É preciso sentir e demonstrar que nos importamos com nossos alunos, que vibramos com suas conquistas e sofremos com suas frustrações e perdas. Que somos pessoas em quem é possível confiar e acreditar. No momento em que há credibilidade e afeto, os resultados são mais eficazes, numerosos e duradouros.
Sei que a profissão Professor carrega consigo uma série de responsabilidades e exigências, mas qual profissão não exige?
Orgulho-me da minha escolha profissional e abraço também ao que ela carrega consigo.
terça-feira, 16 de junho de 2015
CULTURA
Qual é a melhor definição para esse termo?
Será que existe um único conceito que dê conta de esgotar tal nomenclatura?
Segundo o dicionário Michaelis:
cul.tu.ra
sf (lat cultura) 1 Ação, efeito, arte ou maneira de cultivar a terra ou certas plantas. 2 Terreno cultivado. 3 Biol Propagação de microrganismos ou cultivação de tecido vivo em um meio nutritivo preparado. 4 Biol Produto de tal cultivação.5 Biol O meio junto com o material cultivado. 6 Utilização industrial de certas produções naturais. 7 Aplicação do espírito a uma coisa; estudo. 8Desenvolvimento que, por cuidados assíduos, se dá às faculdades naturais. 9Desenvolvimento intelectual. 10 Adiantamento, civilização. 11 Apuro, esmero, elegância. 12 V culteranismo. 13 Sociol Sistema de ideias, conhecimentos, técnicas e artefatos, de padrões de comportamento e atitudes que caracteriza uma determinada sociedade. 14 Antrop Estado ou estágio do desenvolvimento cultural de um povo ou período, caracterizado pelo conjunto das obras, instalações e objetos criados pelo homem desse povo ou período; conteúdo social. 15 Arqueol Conjunto de remanescentes recorrentes, como artefatos, tipos de casas, métodos de sepultamento e outros testemunhos de um modo de vida que diferenciam um grupo de sítios arqueológicos. C. alternativa, Agr: a que se faz alternando. C. esgotante: a que esteriliza ou depaupera o solo. C. física: desenvolvimento metódico do organismo humano por meio da ginástica e dos desportos. C. extensiva: a que explora a riqueza do solo sem cuidar da conservação deste, precisando, assim, de amplos territórios. C. geral: a constituída de conhecimentos básicos indispensáveis para o entendimento de qualquer ramo do saber humano. C. intensiva: a que acumula o trabalho e o capital num terreno relativamente pequeno, conservando-lhe a fertilidade.
A cultura pode se referir à literatura, cinema, arte, entre outras manifestações, porém seu sentido é bem mais abrangente, pois cultura pode ser considerada como tudo que o homem, por meio de sua racionalidade e inteligência, consegue executar.
Todos os povos e sociedades possuem sua cultura, por mais tradicional e arcaica que seja, pois todos os conhecimentos adquiridos são passados das gerações passadas para as futuras.
Os elementos culturais são: artes, ciências, costumes, leis, religião, crenças, esportes, mitos, valores morais e éticos, comportamento, preferências, invenções e todas as maneiras de ser (sentir, pensar e agir).
A cultura é uma das principais características humanas, pois somente o homem tem a capacidade de desenvolver culturas, distinguindo-se, dessa forma, de outros seres como os vegetais e animais.
A reflexão que fica é a seguinte:
Respeitamos e valorizamos, em nossas instituições escolares, as diferentes manifestações culturais?
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Instituição escola!
De que é constituída uma escola?
O que e quem fazem parte dela?
Quem a compõe?
Qual é ou quais são os papeis dos professores?
Essas e muitas outras questões começaram a pipocar em minha cabeça após o início do meu curso PEAD.Não que eu nunca tivesse pensado nisso, mas parece que agora me questiono com maior frequência e profundidade.
Já disse isto e repito: Comecei a olhar para a minha escola com outros olhos.
Olhos de quem procura respostas.
Olhos de quem indaga.
Olhos de quem admite que muito deve ser mudado.
Olhos de alegria por ver quantas conquistas significativas já ocorreram...
A escola é mais do que paredes, classes, livros didáticos e quadros...
É mais do que conteúdo, provas, temas e trabalhos.
Escola é gente, é vida, é movimento, é aprendizado, é cumplicidade, é ensaio para uma vida em sociedade (lá fora) que não é nem um pouco fácil.
Somos parte da escola, nós, professores, caminhando junto com nossos alunos, ensinando-os ou acompanhando-os em suas conquistas.
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Racismo e discriminação.
Após assistir ao vídeo: "Vista a minha pele" que trata da discriminação de uma maneira um tanto inusitada e surpreendente (sim, pois numa sociedade em que a maioria é negra, a garota Maria, branca e loira, cuja aspiração é ser "Miss Festa Junina da escola onde estuda, sofre discriminações dos mais variados tipos), é possível realmente colocar-se no lugar da garota e perceber as frustrações, tristezas, angústias e injustiças pelas quais passam as vítimas de preconceito.
Surpreende o fato de haver a inversão de papéis, pois frequentemente os documentários sobre o assunto trazem como personagens discriminados os negros, que são normalmente pobres e que estão em uma posição social desfavorecida; já nessa obra, ocorre o inverso.
Destaco algumas falas e posturas da personagem Maria, as quais provocam muitas reflexões e posicionamentos:
- "Quando se quer alguma coisa, é preciso lutar pelos direitos que cada pessoa tem..."
- "TODOS no Brasil dispõem dos mesmos direitos e deveres..."
- "Tudo, ao meu redor, está igual, mas EU estou diferente..."
- "É preciso ter coragem de enfrentar o FAVORITISMO..."
- "Quando é que as escolas vão valorizar as diferenças raciais?"
- "Por que, por ser uma menina branca, eu preciso sempre andar com os pés no chão?"
Recomento esse vídeo a todos os que desejarem ter uma visão sob outra perspectiva sobre o racismo no Brasil.
terça-feira, 9 de junho de 2015
Famílias, onde vocês estão????
Fico impressionada, triste e muitíssimo preocupada em perceber a negligência de certas famílias com relação aos seus filhos. Como professora e supervisora em uma escola pública, penso que a situação educacional se encontra no caos atual, em grande parte, pela falta de acompanhamento dos pais, falta de parceria e total desinteresse.
Cada vez mais a escola acaba por assumir funções e responsabilidades que não lhe cabem, isso nos mais diversos aspectos: saúde, limites, afetividade, valores, higiene,... O que fazer? Fingir-se de surdo também? Jogar o mesmo jogo do empurra?
É triste, é lamentável, é surreal...
O sentimento de impotência muitas vezes toma conta dos profissionais da educação, e não é pra menos. Encaminhamentos psicológicos pipocam todos os dias. O chamamento dos progenitores para irem até a escola também. As conversas nas entregas de avaliações. As ligações. As vezes que são levados para casa por não estarem se sentindo bem.
...
Pobre geração, filhos de pais separados, casados, escondidos, desconhecidos e, os piores de todos, os que não estão nem aí para as necessidades e carências de seus rebentos.
O que reservará a vida, daqui para frente, desses jovens, adolescentes e crianças que crescem à mercê dos direitos que lhes cabem, porém, lhe foram brutalmente roubados?
sexta-feira, 5 de junho de 2015
ISTO OU AQUILO?
Ou Isto ou Aquilo
Cecília Meireles
Cecília Meireles
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