Assisti há alguns dias, a Aula Magna da UFRGS, com o professor e filósofo Nuccio Ordine, ministrando sobre "A utilidade dos saberes inúteis". A partir disso, refleti muito sobre a nossa sociedade e, em especial, sobre a situação em que se encontra a "educação institucionalizada" em nosso país.
Afinal, por que estudar?
É necessário aprender, ou basta frequentar uma instituição para,
ao final de um determinado tempo,
"conquistar" um diploma?
Quais são os saberes "inúteis"?
Serão de fato inúteis?
Para que servem tais saberes?
Pude fazer uma análise de como são e o que objetivo com as minhas aulas de literatura.
De produção textual.
De gramática aplicada e contextualizada.
Pude repensar em qual a "funcionalidade" de (tentar) despertar o gosto pela leitura em meus filhos, alunos, colegas de profissão e, por que não mencionar, amigos?
Enfim, confirmei que vale a pena plantar algumas sementinhas nos jovens e adolescentes com quem convivo diariamente, pois talvez sejam essas pitadas de deleite, prazer e gotas de otimismo que poderão fazer valer a pena a vida de alguém.


