Todos os finais de trimestre, mais especificamente, nos conselhos de classe escolares, me deparo com o seguinte questionamento: "Para que servem as avaliações (ou o ato de avaliar)? Pergunto-me sobre isso, pois às vezes sou levada a crer que servem apenas para constatar algo, ter a prova cabal do fracasso ou sucesso na aprendizagem dos nossos educandos.
É sabido por todos - ou ao menos deveria ser - que a avaliação serve de diagnóstico, sinalizador, indicativo do que deve e precisa ser revisado, aprofundado, revisto e "resolvido". Entretanto, nos encontros de todos os professores de turmas, percebe-se (não generalizando) o orgulho de afirmar que sua matéria é muito difícil, que o maior índice de notas baixas são na disciplina que leciona, sim, porque "eu dou aula, cobro mesmo, não fico "dando" trabalhinho e avaliando tudo o que fazem na sala de aula, até porque a vida lá fora não é moleza".
Entristeço-me e me questiono se estou na profissão certa. Se é possível modificar e aperfeiçoar o nosso fazer com a prática, o estudo e as experiências pelas quais vamos sendo submetidos dia a dia. Ferrar com o aluno nunca foi objetivo das escolas. "Passar a mão na cabeça" e aprovar tudo o que faz, também não. Dessa forma, a avaliação deve ser um meio de que nos utilizamos para dar um norte ao nosso trabalho. Perceber e descobrir no que devo me ater mais. De outro jeito posso tentar proporcionar a aprendizagem dos conteúdos de maneira agradável, prática, sem misticismo.
Quando em uma turma de 18 alunos, 13 estão com nota vermelha, ou seja, abaixo da média, algo está errado. O método? O professor? A didática? O relacionamento? O respeito? O grau de dificuldade? Não sei, mas algo está equivocado e precisa ser revisto e repensado.
Li dia desses o título de um livro (confesso que não li a obra, mas o título pareceu-me bem sugestivo): "Se a boa escola é a que reprova, o bom hospital é o que mata" WERNECK.

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