sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Infância

O que é a infância?

Será o período do QUASE? Quase caminha, quase fala, quase consegue comer sozinho, quase consegue controlar os esfincteres, quase consegue ler, quase, quase, quase...?

O que é mais importante para uma criança? Ter brinquedos caros e sofisticados? Frequentar uma boa escola? Fazer curso de inglês, francês, italiano, alemão...?

Uma criança pode ficar triste? Por quê? Existe razão para isso? 

Bem, há uma série de dúvidas, mitos, incertezas e questionamentos a que estamos sujeito, tanto como professores da educação infantil, como quanto pais. Mas uma certeza deveremos ter: é uma fase de muitas transformações (tanto físicas, quanto psicológicas e neurológica), de mudanças, de aprendizagens, de experiências riquíssimas e, acima de tudo, época de brincar, de descobrir, de interagir com outras pessoinhas da mesma faixa etária.

É preciso que nos preocupemos mais com o lúdico, com o faz de conta, com a magia, pois é especialmente disso que as crianças precisam. 

Afeto, carinho, um olhar atento e cuidadoso para com esses seres em desenvolvimento. Acreditar na capacidade que possuem.

Penso que não se faz necessário desperdiçar o precioso tempo das nossas crianças em mostrar para os outros como é que utilizam o tempo nas escolas, investindo em trabalhinhos "pré-fabricados", apresentações hollywoodianas, mas sim valorizar os atos simples, mas nem por isso menos ricos, das pequenas conquistas e atitudes que tomam cotidianamente. 

Investir na infância é plantar sementinhas em terreno fértil, basta cuidá-las e protegê-las, que os frutos certamente surgirão.   

2 comentários:

  1. Oi Sheila. Entendo que você contrapõem nesta postagem aspectos positivos e nem tão positivos assim da infância e da escolarização da infância. Como trabalhar e estimular os "atos simples" que tão bem tu descreves em tuas palavras?

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  2. Penso que o remédio seja investir no resgate de valores de coisas simples: brinquedos feitos com sucatas, brincar de roda, de ovo choco, nas amizades, no prazer de deitar no chão e rolar, sujar-se, enfim, parar de investir e incentivar o consumismo desenfreado e sem fundamento.
    O brincar entre as crianças é muito mais rico do que qualquer instrumento sofisticado vendido em embalagens maravilhosas e chamativas.E vale muito mais a pena...

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