quinta-feira, 26 de novembro de 2015

REPENSANDO A AVALIAÇÃO ESCOLAR.


A avaliação escolar está, infeliz e lamentavelmente, muito aquém do objetivo a que se destina e a que se propõe (ou ao menos deveria). Ela não deve ser excludente, nem fadada a mero instrumento classificatório, mas  sim ser um meio para diagnosticar deficiências e lacunas, as quais devem ser sanadas. Não é definitiva, pois implica uma ação seguida de nova avaliação para verificar as mudanças implementadas, ou seja, se não foram "obtidos" os efeitos desejados, deve ser alterada, aperfeiçoada, modificada a metodologia a fim de que, de outro jeito, se efetive a aprendizagem. Assim podemos afirmar que a avaliação é retrospectiva, mas voltada para o futuro, pois é a partir dela que o fazer do professor deverá ser repensado.
                      O que de fato deve ser feito?
                      Como o texto lido sugere, o fazer do aluno deve ser avaliado sempre, não apenas no dia da prova -  o que no meu entendimento remete ao Ensino Bancário: depositei, agora vou ver no extrato se efetivamente está lá. Alguns questionamentos se fazem necessários:
O aluno participa das aulas ou é mero espectador?
Expõe suas dúvidas, entendimentos e sugestões?
Evidenciou avanço com relação ao ontem?
E os instrumentos avaliativos do professor, privilegiam sempre os mesmos aspectos, competências e habilidades?
Suas propostas têm objetivos claros e previamente determinados?
                       São vários os aspectos que obrigatoriamente devem ser levados em conta, para que tenhamos, efetivamente, uma forma de avaliar que não favoreça a decoreba, mas sim o aprender de verdade. Claro que tudo isso requer mais trabalho e um olhar ainda mais atento do professor, todavia é dessa forma que haverá menos injustiças e o aluno será analisado integral e continuamente. A avaliação não pode ser estanque, assim como não o é o ato de aprender.


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