quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Como podemos contribuir para construir uma sociedade ética?


Creio que, como educadores, estamos sempre falando na frente de uma plateia atenta, mais atenta às vezes do que imaginamos. E, como  afirmou a colega Tamara, não adianta termos uma postura na sala de aula e outra bem diferente na minha vida social Ex.: Digo aos alunos que furar a fila não é uma atitude legal, mas passo na frente no caixa do mercado por eu só ter um produto (é rapidinho). Ao afirmar que beber faz muito mal à saúde, mas posto fotos no facebook ou no instagran portando uma garrafa de cerveja ou empunhando um copo de uísque. Nossa vivência cotidiana deve ser condizente com a nossa fala. 
Complementando, creio que, como educadores, podemos contribuir com pequenas atitudes, fazendo a nossa parte, sendo honestos, justos, imparciais quando assim deve ser, pois dessa forma, como afirmou a professora Márcia Tiburi: "a singularidade deve ser promovida" é que futuramente, poderemos viver em uma sociedade mais justa do que a que se apresenta hoje.
O EXEMPLO NÃO É A MELHOR FORMA DE EDUCAR: É A ÚNICA!!!

PRECONCEITO



Escolhi uma música para trabalhar com os alunos do 8.º ano sobre a questão do preconceito racial. A música escolhida foi: Minha Alma ( A Paz Que Eu Não Quero ) - O Rappa


O vídeo foi apresentado ao grupo durante uma aula de Língua Portuguesa, tendo como orientação minha, analisar e comentar, ao final o que haviam entendido:
·         Quais sentimentos vieram à tona?
·         Houve um mal entendido?
·         O que originou toda a confusão e qual foi o fator que originou toda a “guerra”?
·         A letra da música faz uma denúncia social? Qual?
·         Isso ainda acontece em nossa sociedade ou o preconceito já foi extinto?

Os alunos assistiram pela 2.ª vez, a fim de observarem atentamente algum “detalhe” perdido.

Abriu-se então um espaço para que expusessem ao grupo o que tinham entendido, a forma como haviam interpretado. Primeiramente, afirmaram que as crianças eram de classe baixa e que, pelo que viam, o local que serviu como cenários era uma favela. A maioria deles afirmou ter se chocado com as cenas, pois o menino só estava querendo ajudar, sendo honesto, ao pegar o dinheiro do chão e tentado devolvê-lo ao seu dono. Afirmaram também que, se fosse uma criança branca, nada disso teria acontecido, pois, embora falem que não existe mais preconceito, ele existe sim.
Outro aspecto levantado pelo grupo foi o abuso de poder por parte dos policiais, pois eles não ouviram as partes envolvidas, não buscaram saber o que de fato havia acontecido, mas sim, partiram pra violência propriamente dita, resultando em morte, destruição e confusão.
O comércio local então começou a ser saqueado, apedrejado, alvo dos amigos dos garotos envolvidos na situação, não que se justifique, entretanto talvez estivessem demonstrando a indignação sentida, o preconceito, a marginalidade em que vivem.

O grupo é unânime em dizer que, na pequena cidade onde residem, cerca de 20.000 habitantes, especialmente por ter sido colonizada e ainda habitada por imigrantes italianos, o preconceito ainda impera.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Eixo VI - 2017/2: RETORNO


E o segundo semestre de 2017 no PEAD, turma F, já começou bombando. 
Na interdisciplina de Filosofia, todas as alunas foram desafiadas a pensar e refletir sobre "Pensamento crítico". A partir de um vídeo do Leandro Karnal, as discussões fervilharam no fórum proposto, e com muita razão. 
Ao ter acesso a redes sociais, as pessoas acabaram por se transformar em grandes pensadores e grandes profetas idiotas - não generalizo, mas posso garantir que esse número só vem crescendo. Todos querem ter: voz, vez e razão. Assuntos interessantes são discutidos; outros, nem tanto: roupa da apresentadora tal, deslize do humorista, gafe do presidente, indiscrição de autoridade, etc. Enfim, papo é o que não falta. 
Agora, com relação à veracidade dos fatos, à profundidade das discussões, aos aprendizados e proveito para a vida? 
Bem, aí é outro papo.
Todos falam, opinam, muitas vezes agridem, apontam, entretanto, não querem ser contrariados, questionados e muito menos desmascarados. 

Pois é, vivemos numa sociedade que, ao que me parece por diversas vezes, busca os LIKES, as curtidas, a polêmica, os 5 minutos de fama. De concreto, verídico e proveitoso, pouco se tira. 

Realmente, a internet deu voz aos idiotas!!!