quarta-feira, 27 de setembro de 2017

PRECONCEITO



Escolhi uma música para trabalhar com os alunos do 8.º ano sobre a questão do preconceito racial. A música escolhida foi: Minha Alma ( A Paz Que Eu Não Quero ) - O Rappa


O vídeo foi apresentado ao grupo durante uma aula de Língua Portuguesa, tendo como orientação minha, analisar e comentar, ao final o que haviam entendido:
·         Quais sentimentos vieram à tona?
·         Houve um mal entendido?
·         O que originou toda a confusão e qual foi o fator que originou toda a “guerra”?
·         A letra da música faz uma denúncia social? Qual?
·         Isso ainda acontece em nossa sociedade ou o preconceito já foi extinto?

Os alunos assistiram pela 2.ª vez, a fim de observarem atentamente algum “detalhe” perdido.

Abriu-se então um espaço para que expusessem ao grupo o que tinham entendido, a forma como haviam interpretado. Primeiramente, afirmaram que as crianças eram de classe baixa e que, pelo que viam, o local que serviu como cenários era uma favela. A maioria deles afirmou ter se chocado com as cenas, pois o menino só estava querendo ajudar, sendo honesto, ao pegar o dinheiro do chão e tentado devolvê-lo ao seu dono. Afirmaram também que, se fosse uma criança branca, nada disso teria acontecido, pois, embora falem que não existe mais preconceito, ele existe sim.
Outro aspecto levantado pelo grupo foi o abuso de poder por parte dos policiais, pois eles não ouviram as partes envolvidas, não buscaram saber o que de fato havia acontecido, mas sim, partiram pra violência propriamente dita, resultando em morte, destruição e confusão.
O comércio local então começou a ser saqueado, apedrejado, alvo dos amigos dos garotos envolvidos na situação, não que se justifique, entretanto talvez estivessem demonstrando a indignação sentida, o preconceito, a marginalidade em que vivem.

O grupo é unânime em dizer que, na pequena cidade onde residem, cerca de 20.000 habitantes, especialmente por ter sido colonizada e ainda habitada por imigrantes italianos, o preconceito ainda impera.

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