Ø
A literatura desempenha um papel inestimável
sobre os leitores, são tantos benefícios que penso ser impossível enumerá-los;
Ø
Os livros que tratam de questões delicadas e
polêmicas, como por exemplo: discriminação racial, por orientação sexual, por
algum tipo de deficiência – seja física ou intelectual – acabam por colocar o
leitor do outro lado da história. Isso acaba por desenvolver um sentimento de
empatia (ora bolas, eu não gostaria de ser tratado da forma como esse
personagem do livro está sendo...)
Ø
Amplia a maneira de eu ver e agir, pois nem
sempre os prejuízos causados por atos discriminatórios são mensurados pelos
cidadãos;
Ø
A literatura da diversidade demonstra não apenas
as limitações a que as pessoas estão sujeitas, mas também as potencialidades de
que dispõem - o que por vezes não é evidenciado;
Ø
As diferenças - sob os vários aspectos -
aparecem muitas vezes retratadas na literatura, seja ela infantil ou
infanto-juvenil. Em algumas obras, a abordagem é direta, explícita, clara,
sendo que em outras, está implícita, mas tem um objetivo, uma função social. No
livro infantil "Menina bonita do laço de fita" da escritora Ana Maria
Machado o texto trata da questão da inclusão e valorização do negro, uma vez
que a protagonista é admirada por um coelho branco que a considera lindíssima e
admirável, buscando, durante toda a narrativa, tentar descobrir "qual é o
seu segredo pra ser tão pretinha?"... O tema está nas entrelinhas, não há
comentário nenhum sobre o fato de termos de respeitar, incluir ou tratar com
igualdade pessoas dessa etnia, pois o viés escolhido pela autora foi outro. No
livro infanto-juvenil "Pretinha, eu?" de Júlio Emílio Braz, o ponto
central da questão da discriminação, tanto racial quanto sócio-econômica é
direto. A personagem Vânia é a única negra e desfavorecida financeiramente a
estudar na escola "Harmonia", o que acaba por desencadear uma série
de conflitos, discriminações e reflexões.

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