segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Roteiro do vídeo: "A luta continua".

Primeira versão do roteiro para o vídeo que será produzido por nosso grupo, a fim de evidenciar as possíveis conversas com os textos e o material estudado na interdisciplina e a realidade que nos cerca com histórias dramáticas, lições de vida e a crueldade que muitas pessoas tiveram de enfrentar (e ainda enfrentam) devido ao preconceito e discriminação. 



Nosso grupo é composto por cinco integrantes. Nossa história estava diante dos olhos de uma dessas componentes: a Franciele Rui, colega da protagonista  de nossa história, em uma das escolas onde leciona. A jovem senhora de iniciais D.M., 39 anos, não quer ter seu rosto revelado. A razão? Desconhecemos, mas a respeitaremos sem dúvida. D.M. é  uma pessoa do sexo feminino, heterossexual, parda, evangélica, casada, residente e domiciliada na cidade de Cotiporã, RS. Tem quatro filhos, é professora, atualmente cursa Direito e não conta com nenhum desses corpinhos esculturais que frequentemente estampam lindas capas de revista. Bem, mas vamos ao roteiro.

Título: A luta continua

Primeira versão: Seu nome é Marlove. Desde cedo, o preconceito a perseguiu. Nasceu parda, numa cidade interiorana do Rio Grande do Sul, povoada por não mais de 4 mil habitantes, sendo a grande maioria formada por imigrantes italianos, brancos como o leite, cabelos claros e predominantemente católicos. Ela, evangélica, por opção e convicção.
Certo dia, cansada do marasmo que a cercava, decidiu mudar a sua trajetória já pré-determinada por alguns. Então, ao completar 18 anos, foi a São Paulo a fim de estudar. As más línguas não pouparam comentários e, propagaram aos quatro ventos que iria tentar vida fácil. Retornou alguns anos depois, portando consigo um diploma de Licenciatura Plena em Matemática, disposta e pronta a ganhar a vida de uma maneira mais difícil: SENDO PROFESSORA. Casou-se aos 29 anos e pôs-se a ter filhos: um, dois, três, quatro. Sim! Pessoas “dessa cor” gostam de famílias numerosas, crianças correndo, bagunça pela casa.
Contava com diversos atributos que a crucificavam.
Hoje, no auge de seus 39 anos, frases ditas por pessoas que a rodeavam, ainda povoam seus pensamentos:
“...você nunca será ALGUÉM na vida”
“...você não é capaz!”
Entretanto, e apesar de tudo, ainda tem objetivos. Cursa agora Direito, talvez para suprir um “buraco” que ainda existe dentro dela. Sua luta continua, pois acima de qualquer coisa, é mãe, e sabe que não conseguirá proteger os seus filhos das atrocidades da vida.

A sociedade mudou? Talvez.
As oportunidades são iguais para todos? Não
Mas a sua luta, ah! Essa sim continua dentro e fora dela.

Fragmento do livro: “A garota no trem” de Paula Hawkins

“...os buracos na vida são permanentes. É preciso crescer ao redor deles, como raízes de árvores ao redor do concreto; você se molda a partir das lacunas.”

Um olhar para as altas habilidades


Após a leitura do texto sugerido: "Um olhar para as altas habilidades: construindo caminhos" (fonte é:  SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Um olhar para as altas habilidades: construindo caminhos/Secretaria da Educação, CENP/CAPE; organização, Christina Menna Barreto Cupertino. – São Paulo: FDE, 2008.) constatei o mesmo que algumas colegas: eu estava equivocada com relação ao conceito de SAH. Acreditava que eram pessoas cuja potencialidade eram visíveis em todos os aspectos.
A partir da análise do texto, percebi que "estabelecer que uma pessoa tem altas habilidades depende de compará-la com os que a cercam, na sua comunidade, já que, como vimos, só em casos muito raros uma pessoa tem um desempenho que se destaque em todas as áreas, ou para o mundo inteiro. A identificação de altas habilidades não se apoia em dados absolutos; não existem regras fixas, nem a certeza de acertar. Mesmo as medidas mais precisas somente apontam prognósticos, porque a vida humana é muito complexa e envolve muitas variáveis, entre as quais pode existir uma alta habilidade. Muitos fatores vão influenciar o sucesso ou insucesso, o desenvolvimento dos potenciais de pessoas identificadas como talentosas."
Então descobri que já tive muitos alunos cujas altas habilidades acabaram passadas despercebidas. No decorrer da leitura, fui me questionando sobre: O que deveria ser feito com tais educandos? Que caminho seguir e o que oferecer? Então a resposta foi surgindo, não com receitas mágicas, mas sim com singelas ações que poderiam beneficiar a uma classe inteira, como por exemplo: Feiras de Conhecimento, de Artes e Cultura, atividades esportivas, concursos e olimpíadas, que são um terreno fértil para o aprimoramento de habilidades.
Se, por um lado, isso implica ter que oferecer condições diferenciadas para cada um, por outro traz o benefício de que, num grupo, as capacidades podem complementar-se.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

À sombra desta mangueira



O texto de Paulo Freire intitulado “À sombra desta mangueira” apresenta uma visão  do mundo, da política, dos valores. A educação formadora e transformadora, as dinâmicas tecnológicas do mundo moderno, as injustiças e absurdos econômicos, a busca das alternativas políticas.  
No decorrer da leitura, algumas frases chamaram a minha atenção:
·         A consciência do inacabamento torna o ser educável;
·         Animais são adestrados, plantas são cultivadas, homens e mulheres se educam;
Eu poderia citar várias outras, mas penso que essas acabam por bem ilustrar o teor da obra: a valorização e a importância da educação, não qualquer educação, mas sim aquela capaz de transformar os seres, dialógica, crítica, construída a partir da troca entre educador e educandos.

O livro é destinado a todos que creem num mundo mais justo e democrático, onde a formação técnica, científica e profissional seja tão importante quanto o sonho e a utopia. A leitura acaba por confirmar a visão de Paulo Freire, sua credibilidade na educação como forma de transformar as pessoas e a sociedade.