quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Dicas valiosas!!!



Diante dos estudos e pesquisas realizadas na interdisciplina "Étnico-raciais", seguem algumas orientações bem pertinentes sugeridas pelo MEC para a Educação das relações étnico-raciais.

RELAÇÃO DOCENTE-DISCENTE Que respeita o/a estudante como sujeito sociocultural. Que tenha o diálogo como um dos instrumentos de inclusão/interação. Que o/a professor/a esteja hierarquicamente a serviço dos(as) estudantes numa relação ética e respeitosa.

CURRÍCULO Que contemple a efetivação de uma pedagogia que respeite as diferenças. Tratar a questão racial como conteúdo inter e multidisciplinar durante todo o ano letivo, estabelecendo um diálogo permanente entre o tema étnico-racial e os demais conteúdos trabalhados na escola.

PROCESSOS PEDAGÓGICOS Que reverenciem o princípio da integração, reconhecendo a importância de se conviver e aprender com as diferenças, promovendo atividades em que as trocas sejam privilegiadas e estimuladas. Que reconheçam a interdependência entre corpo, emoção e cognição no ato de aprender. Que privilegiem a ação em grupo, com propostas de trabalho vivenciadas coletivamente (docentes e discentes), levando em conta a singularidade individual. Que rompam com a visão compartimentada dos conteúdos escolares.







sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

À sombra desta mangueira - parte 2


O texto de Paulo Freire intitulado “À sombra desta mangueira” apresenta uma visão  do mundo, da política, dos valores. A educação formadora e transformadora, as dinâmicas tecnológicas do mundo moderno, as injustiças e absurdos econômicos, a busca das alternativas políticas.  É enfocada a questão da dialogicidade por trabalhar com a natureza humana e a democracia, assim bem como, com a exigência epistemológica. A natureza humana é constituída social e historicamente, evidenciando assim que somos seres inacabados, buscando constantemente a possibilidade de buscar o saber, de evoluirmos, mudarmos nossa conduta e nossa visão do mundo que nos cerca e até de nós mesmos.
Também afirma que a curiosidade acaba por estimular a compreensão das coisas, além da possibilidade de conhecermos o mundo: somos seres altamente questionadores (ou ao menos deveríamos ser). Necessitamos refletir teoricamente acerca das nossas práticas, precisamos que nossa vontade por saber se faça epistemológica.
No decorrer da leitura, algumas frases chamaram a minha atenção:
·         A consciência do inacabamento torna o ser educável;
·         Animais são adestrados, plantas são cultivadas, homens e mulheres se educam;
Eu poderia citar várias outras, mas penso que essas acabam por bem ilustrar o teor da obra: a valorização e a importância da educação, não qualquer educação, mas sim aquela capaz de transformar os seres, dialógica, crítica, construída a partir da troca entre educador e educandos.
O texto destaca que o principal papel de um professor protagonista é justamente desafiar a curiosidade e o senso crítico de seus educandos, fazendo com que não seja uma educação transmissiva, bancária, mas sim que a criticidade seja uma constante nesse processo. A relação baseada no diálogo é indispensável à efetividade do conhecimento, sempre baseada na compreensão do mundo, sendo esta no contexto histórico e cultural.

O livro é destinado a todos que creem num mundo mais justo e democrático, onde a formação técnica, científica e profissional seja tão importante quanto o sonho e a utopia. A leitura acaba por confirmar a visão de Paulo Freire, sua credibilidade na educação como forma de transformar as pessoas e a sociedade.