O texto
de Paulo Freire intitulado “À sombra desta mangueira” apresenta uma visão do mundo, da política, dos valores. A
educação formadora e transformadora, as dinâmicas tecnológicas do mundo
moderno, as injustiças e absurdos econômicos, a busca das alternativas
políticas. É enfocada a questão da dialogicidade por trabalhar com a
natureza humana e a democracia, assim bem como, com a exigência epistemológica.
A natureza humana é constituída social e historicamente, evidenciando assim que
somos seres inacabados, buscando constantemente a possibilidade de buscar o
saber, de evoluirmos, mudarmos nossa conduta e nossa visão do mundo que nos
cerca e até de nós mesmos.
Também afirma que a curiosidade acaba por
estimular a compreensão das coisas, além da possibilidade de conhecermos o
mundo: somos seres altamente questionadores (ou ao menos deveríamos ser).
Necessitamos refletir teoricamente acerca das nossas práticas, precisamos que
nossa vontade por saber se faça epistemológica.
No decorrer da leitura, algumas frases chamaram
a minha atenção:
·
A consciência do inacabamento torna o ser
educável;
·
Animais são adestrados, plantas são cultivadas, homens e mulheres
se educam;
Eu
poderia citar várias outras, mas penso que essas acabam por bem ilustrar o teor
da obra: a valorização e a importância da educação, não qualquer educação, mas
sim aquela capaz de transformar os seres, dialógica, crítica, construída a
partir da troca entre educador e educandos.
O texto
destaca que o principal papel de um professor protagonista é justamente
desafiar a curiosidade e o senso crítico de seus educandos, fazendo com que não
seja uma educação transmissiva, bancária, mas sim que a criticidade seja uma
constante nesse processo. A relação baseada no diálogo é indispensável à
efetividade do conhecimento, sempre baseada na compreensão do mundo, sendo esta
no contexto histórico e cultural.
O livro é
destinado a todos que creem num mundo mais justo e democrático, onde a formação
técnica, científica e profissional seja tão importante quanto o sonho e a
utopia. A leitura acaba por confirmar a visão de Paulo Freire, sua
credibilidade na educação como forma de transformar as pessoas e a sociedade.
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