sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

À sombra desta mangueira - parte 2


O texto de Paulo Freire intitulado “À sombra desta mangueira” apresenta uma visão  do mundo, da política, dos valores. A educação formadora e transformadora, as dinâmicas tecnológicas do mundo moderno, as injustiças e absurdos econômicos, a busca das alternativas políticas.  É enfocada a questão da dialogicidade por trabalhar com a natureza humana e a democracia, assim bem como, com a exigência epistemológica. A natureza humana é constituída social e historicamente, evidenciando assim que somos seres inacabados, buscando constantemente a possibilidade de buscar o saber, de evoluirmos, mudarmos nossa conduta e nossa visão do mundo que nos cerca e até de nós mesmos.
Também afirma que a curiosidade acaba por estimular a compreensão das coisas, além da possibilidade de conhecermos o mundo: somos seres altamente questionadores (ou ao menos deveríamos ser). Necessitamos refletir teoricamente acerca das nossas práticas, precisamos que nossa vontade por saber se faça epistemológica.
No decorrer da leitura, algumas frases chamaram a minha atenção:
·         A consciência do inacabamento torna o ser educável;
·         Animais são adestrados, plantas são cultivadas, homens e mulheres se educam;
Eu poderia citar várias outras, mas penso que essas acabam por bem ilustrar o teor da obra: a valorização e a importância da educação, não qualquer educação, mas sim aquela capaz de transformar os seres, dialógica, crítica, construída a partir da troca entre educador e educandos.
O texto destaca que o principal papel de um professor protagonista é justamente desafiar a curiosidade e o senso crítico de seus educandos, fazendo com que não seja uma educação transmissiva, bancária, mas sim que a criticidade seja uma constante nesse processo. A relação baseada no diálogo é indispensável à efetividade do conhecimento, sempre baseada na compreensão do mundo, sendo esta no contexto histórico e cultural.

O livro é destinado a todos que creem num mundo mais justo e democrático, onde a formação técnica, científica e profissional seja tão importante quanto o sonho e a utopia. A leitura acaba por confirmar a visão de Paulo Freire, sua credibilidade na educação como forma de transformar as pessoas e a sociedade. 

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