Toda a nossa vida é permeada de acontecimentos e, consequentemente, de reflexões acerca deles. Esta semana, a minha análise centrou-se no meu entendimento sobre os fatores que interferem na sociedade, aparentemente existindo para o bem, mas que há um jogo de interesses e falcatruas incrustadas em seu interior.
Assisti ao filme: "Quanto vale, ou é por quilo?" e fiquei, desculpem-me o termo, enojada com tudo o que vi. Parei então para refletir e transpor tais imagens e acontecimentos para o meu dia-a-dia.
Com tristeza concluí que ainda há muitas maneiras de discriminações, jogo de interesses, um maciço investimento no consumismo, nas falsas aparências,... Ouso afirmar que a "escravidão" não cessou com a abolição da escravatura, assinada pela Princesa Isabel, apenas trocou de roupagem, de layout...
Ainda estou tentando processar alguns episódios e cenas chocantes, mas a minha atenção, certamente, centrou-se nessa obra cinematográfica.

Sheila, quais seriam algumas das discriminações que o filme lhe expôs?
ResponderExcluirPrincipalmente a discriminação com relação às pessoas menos favorecidas financeiramente. Em diversos momentos do filme, é possível observar que os "patrões" se aproveitam dessas pessoas mais humildes em benefício próprio, utilizando-se de seus préstimos para enriquecer, ou simplesmente conquistar um pequeno lucro. A "coisificação" do ser humano. No meu entendimento, isso é aproveitar-se de um indivíduo que está vulnerável, que não dispõe de opções melhores de vida e se sujeita à "escravidão" disfarçada de benemerência e caridade.
ResponderExcluirAlém disso, tanto no que faz referência ao conto de Machado de Assis "Pai contra mãe", tanto em outras cenas, as pessoas de cor branca são os mandantes, os políticos, os que detém mais poder e maior prestígio social, em detrimento de outras pessoas, no caso os negros, o que ao meu ver, caracterizou-se como discriminação racial.