sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Blocos lógicos: uma excelente ideia!


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Ser alfabetizado em matemática, então, é compreender o que se lê e escrever o que se compreende a respeito das primeiras noções de lógica, de aritmética e geometria. Assim, a escrita e a leitura das primeiras ideias matemáticas podem fazer parte do contexto de alfabetização. (Danyluk, 1997, p. 12). (grifos meus)
            Segue uma proposta que envolve classificação e seriação. A atividade foi (e pode ser) aplicada a uma turma de 2.º ano do Ensino Fundamental. Faixa etária das crianças envolvidas nesta proposta: 7 a 8 anos.
            Para iniciar a aula, pode ser feito um momento mais descontraído. As crianças formam um grande círculo e sentam. Primeiramente em silencio observar os colegas e suas características, depois disso, algumas crianças por vez, devem se olhar no espelho, verificando e confirmando a cor do cabelo, olhos e pele, altura, peso (mais gordinhos e magrinhos), na sequência as devem se dividir entre grupos pelas suas semelhanças.
            Aproveitar este momento para explicar ou falar um pouquinho sobre semelhanças e diferenças físicas e intelectuais, assim como as pessoas são diferentes fisicamente, seus sentimentos, pensamentos, ideias, opiniões,..., também são.
            Após o momento de descontração, questionar as crianças se sabem o que são blocos lógicos (conjuntos de peças geométricas divididas em quadrados, retângulos, triângulos e círculos de cores e tamanhos diferentes). Aproveitando para trabalhar a nomenclatura das figuras geométricas.
            Dividir a turma em grupos de 4 crianças ou no máximo 5, distribuir uma caixa de blocos lógicos para que explorem e brinquem livremente, podem criar figuras, como casas, carros, ... Após essa familiarização com o material, e pedir para que as crianças dividam estas peças pelas semelhanças.

Depois pode ser feito uma espécie de dominó. As crianças jogam par ou ímpar para ver quem começa o jogo. O próximo jogador deve juntar a segunda peça à primeira utilizando um atributo que as assemelha. Procede-se da mesma forma o terceiro jogador, o quarto...

domingo, 23 de outubro de 2016




Para o professor, na atualidade, o tempo de sala de aula deixa de ser aquele tempo de cumprir com as obrigações, de realizar atividades que se destinam a preencher a carga horária?
Sim ou não: por quê?
Partindo do questionamento acima, penso que o espaço e o tempo de sala de aula, com o passar dos anos, já mudou bastante. No meu ponto de vista, para melhor. Muitos recursos foram acrescentados, muitas maneiras tradicionais e restritas foram sendo substituídas: uso de laboratórios - proporcionando experiências ricas e concretas - viagens a campo (deixando de ser apenas por fotos, imagens ou vídeos), o uso das novas tecnologias, especialmente, com o“surgimento” da internet, data-show, entre outros.
Saliento que há também muita coisa a ser “renovada”, “reformulada” e “repensada” em nossas instituições educacionais, como por exemplo a descompartimentalização da Educação Básica, em especial, no Ensino Fundamental 1, 2 e no Ensino Médio. A nova reestruturação do Ensino Fundamental partindo da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) não deixa de representar um grande avanço, distribuindo os conteúdos em Áreas do Conhecimento e as notas, por pareceres, a partir das habilidades e competências. Os alunos, que outrora eram meros espectadores, hoje têm voz ativa, não frequentam os bancos escolares para apenas receber informações, pois esse local transformou-se em um caminho de mão dupla: se ensina e se aprende.
A grande maioria de nossos discentes chegam a nós ricos e repletos de informações, cabendo-nos a complexa tarefa de organizar tais informações de modo que possam expor o que sabem, trocar ideias, discordar, argumentar, corroborar suas certezas temporárias ou então, refutar suas dúvidas provisórias. 
Creio que sim, que a escola deixou de ser um local para onde se vai cumprir carga horária e realizar atividades, mas sim, passou a ser (de certo modo) um laboratório, um espaço democrático, diversificado, de muitas inquietações e busca por respostas sobre o ser o e mundo. Que os três patamares: informação, conhecimento e sabedoria  sejam como uma escada a ser galgada por alunos, não ficando restrito ao primeiro degrau.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016


Em nosso encontro do dia 20 de outubro do corrente ano, retomamos as nossas atividades sobre: PLANO DE AÇÃO. Reforçamos a importância desse trabalho, pois o mesmo favorece a interdisciplinaridade, a cooperação e o uso inovado das tecnologias digitais. 

Tivemos a oportunidade de iniciar uma nova investigação a fim de responder à pergunta: será que ele dá conta de responder as nossas dúvidas temporárias e confirmar as nossas certezas provisórias? 

O assunto que escolhemos como norte do nossa plano de ação foi: "Será que o professor deve ou não interferir nos conflitos que ocorrem no ambiente da sala de aula?" A partir disso, organizamos um cronograma onde estão descritas as atividades que realizaremos para corroborar ou refutar as nossas "dúvidas" e "certezas". Dentre elas, elencamos: entrevista com professores da rede estadual de ensino e alunos, enquete com pais, pesquisa bibliográfica e revisão de literatura. 

Nosso próximo passo é organizar (operar) essas informações, analisando quais são contraditórias, quais são semelhantes, quais se complementam. Estamos em plena atividade, fazendo com que ampliemos os nossos conhecimentos e cheguemos a alguma nova conclusão e/ou sugestões. 

Franciele Barille, Tamará Scottá e eu (Sheila Sinigaglia Facchin), mãos à obra e seguem o baile!

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Nome: Sheila Sinigaglia Facchin
Faixa etária dos alunos: 12 a 15
Cidade: Veranópolis
Tempo de magistério: 17 anos
Sou professora de Língua Portuguesa, portanto com meus alunos não tenho experiência nem relatos a fazer com relação à matemática, mas vou contar uma história que aconteceu comigo, como aluna. A professora pediu que levássemos à escola folhetos de propaganda de lojas (em especial, de eletrodomésticos). A partir disso, propôs que anotássemos o valor da mercadoria à vista e, na sequência, calculássemos o valor da prestação pelo número de parcelas, a fim de perceber a exorbitante diferença. Estávamos trabalhando com "juros" e "porcentagem" e calculamos também o percentual cobrado de juros. 
Essa foi uma experiência simples, mas que acabou por nos deixar ainda mais atentos aos valores que são acrescidos quando optamos por pagar parcelado. 


Tivemos, em setembro de 2016, nossa primeira aula na interdisciplina "Representações do mundo pelas Ciências Naturais" com o professor Zeca e a professora Tânia Marques. Foi uma aula muito interessante e desafiadora.  
O que me causou espanto foi: como às vezes queremos complicar e abstrair demais as coisas!Por que não fazer experimentos e atividades simples, mas que por si só assombram e instigam as pessoas?
Admito que não obtive muitas respostas, mas consegui elaborar muitas perguntas. Penso ser esse o caminho para levar nossos alunos a pesquisar, a descobrir coisas novas.

Sou formada em Letras, leciono há 17 anos, mas não tenho experiência nenhuma na área de Ciências, meus conhecimentos são bem limitados, mas estou confiante e com boa expectativa para os aprendizados que se efetivarão. 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Ver e olhar!

Aparentemente sinônimas, as palavras VER e OLHAR possuem significados bastante distintos. Enquanto o ato de OLHAR é um sentido físico da visão, o mesmo caracteriza-se por ser um processo reto, sintético e imediato.
Já o VER, implica em pensar, é um ato sinuoso, analítico e que pode (ou não) ser mediado.

Diariamente olhamos para vários seres e pessoas. Olhamos vitrines, olhamos prédios, paisagens e acontecimentos. Já para vermos é necessário ir além. É necessário aprofundar-se, pensar, insistir a nossa visão, análise, aprofundamento e intencionalidade.

Precisamos olhar, mas é necessário ver mais.