quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Educar além do currículo...



O currículo é o que determina, nas escolas, o caminho a seguir. Nele estão descritas as habilidades e competências por disciplina, os conteúdos que serão trabalhados durante a série/ano, os conceitos estruturantes e a operacionalização, ou seja, as estratégias de ensino. O modo como o professor conduzirá tais aspectos é que norteará não só a aprendizagem, mas demonstrará a sua postura diante dos fatos e conteúdos.
Na escola onde trabalho, observo que há posturas distintas em relação ao desenvolvimento do processo educativo. Muitos professores trabalham como meros transmissores de conteúdo, não extrapolando de maneira nenhuma o que está descrito e previsto no currículo. Baseiam-se na memorização e na busca de respostas exatamente como está no livro didático – o qual não é nem neutro, nem inocente – não há discussão, abertura para novas possibilidades, não há contestação e nem são ouvidas prováveis opiniões. O que acontece diante disso? A demonstração de que quem manda é o professor, que detém a “verdadeira verdade”, cabe aos discentes ouvir, assimilar, reproduzir tal e qual e ponto final. Sem voz e sem vez, seres passivos e submissos, meros espectadores.
Em contrapartida, há os professores que vão muito além dos conteúdos e metodologias previstas. Estabelecem redes de conhecimentos, relacionam os assuntos com a realidade, despertam a criticidade, a curiosidade e a pesquisa, os fazem refletir sobre a sociedade e o contexto onde vivem e estão inseridos. Exploram e extrapolam um assunto de forma que a temática posse ser analisada de vários ângulos diferentes (sem que haja somente uma “certa, verdadeira”).
Quem ganha com um profissional como o último exemplificado? Ora, todos!!! Os alunos, a escola, a educação e a sociedade, pois assim eleva-se o nível cultural e intelectual das pessoas, que assumem um papel ativo.O que torna possível uma mudança de grandes proporções sociais.

Eu, em minhas aulas de Língua Portuguesa, procuro ouvir, questionar, levantar hipóteses, reflexões, principalmente porque ao trabalhar com Literatura, textos jornalísticos, charges, poesia,... um leque de alternativas muito grande surge e se abre diante dos meus educandos e do meu “ver o mundo”. A atualidade que ora se apresenta, já evoluiu bastante quanto à metodologia, visão de ensino, “aprender a aprender”, postura de professor/orientador, porém tem-se consciência de que muito ainda é preciso ser feito. Uma revolução cultural e social inicia pela educação. Esse é o papel do mediador: auxiliar no desenvolvimento intelectual das pessoas em processos educacionais.

REPENSANDO A AVALIAÇÃO ESCOLAR.


A avaliação escolar está, infeliz e lamentavelmente, muito aquém do objetivo a que se destina e a que se propõe (ou ao menos deveria). Ela não deve ser excludente, nem fadada a mero instrumento classificatório, mas  sim ser um meio para diagnosticar deficiências e lacunas, as quais devem ser sanadas. Não é definitiva, pois implica uma ação seguida de nova avaliação para verificar as mudanças implementadas, ou seja, se não foram "obtidos" os efeitos desejados, deve ser alterada, aperfeiçoada, modificada a metodologia a fim de que, de outro jeito, se efetive a aprendizagem. Assim podemos afirmar que a avaliação é retrospectiva, mas voltada para o futuro, pois é a partir dela que o fazer do professor deverá ser repensado.
                      O que de fato deve ser feito?
                      Como o texto lido sugere, o fazer do aluno deve ser avaliado sempre, não apenas no dia da prova -  o que no meu entendimento remete ao Ensino Bancário: depositei, agora vou ver no extrato se efetivamente está lá. Alguns questionamentos se fazem necessários:
O aluno participa das aulas ou é mero espectador?
Expõe suas dúvidas, entendimentos e sugestões?
Evidenciou avanço com relação ao ontem?
E os instrumentos avaliativos do professor, privilegiam sempre os mesmos aspectos, competências e habilidades?
Suas propostas têm objetivos claros e previamente determinados?
                       São vários os aspectos que obrigatoriamente devem ser levados em conta, para que tenhamos, efetivamente, uma forma de avaliar que não favoreça a decoreba, mas sim o aprender de verdade. Claro que tudo isso requer mais trabalho e um olhar ainda mais atento do professor, todavia é dessa forma que haverá menos injustiças e o aluno será analisado integral e continuamente. A avaliação não pode ser estanque, assim como não o é o ato de aprender.


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Entendendo a "transferência"

A transferência é um fenômeno analisado e "instituído" pelo psicanalista Sigmund Freud,  que ocorre na relação paciente/terapeuta (professor/aluno), onde o desejo do paciente irá se apresentar atualizado, com uma repetição dos modelos infantis, as figuras parentais e seus substitutos serão transpostas para o analista(professor), e assim sentimentos, desejos, impressões dos primeiros vínculos afetivos serão vivenciados e sentidos na atualidade.
Essas e outras “informações” me foram muito úteis e esclarecedoras, pois assim foi possível entender o comportamento – hostil, carinhoso, de amor, de ódio, de afronta,... – de determinados alunos para conosco, seus professores.
Acredito ser muito válido o estudo da psicologia e suas repercussões no campo educacional, pois dessa forma é possível, se não modificar, ao menos entender a postura de alguns educandos.
Inúmeras vezes ouvi colegas meus dizendo que “aquele menino me odeia”, ou então: “essa menina disse que gostaria que eu fosse sua mãe, vive me dando presentinhos, me beijando e me abraçando”... Com tais estudos dá para entender um pouco mais sobre esses fatores e acontecimentos.



quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Criança + brincar: Infância



Foi a partir da Idade Moderna que as crianças passaram a ser vistas como um ser social, assumindo um papel central nas relações familiares e na sociedade, tornando-se um ser de respeito, com características e necessidades próprias. É durante o processo de aquisição do conhecimento que ela deve ser vista como um ser pleno, cabendo a ação pedagógica reconhecer suas diferenças e construir sua identidade pessoal. Para isso, é preciso pensar em formas ludicas e criativas que possam estimular a criatividade e a imaginação da criança.
É através do lúdico que podemos fazer isso, pois é através da brincadeira que a criança passa a conhecer a si mesma e o mundo que faz parte. Brincar caracteriza a educação infantil, afinal é brincando que a criança conhece a si e ao mundo. O brinquedo ajuda na assimilação das regras de convivência e de comportamento. Outra preocupação que surge na modernidade é com relação aos estágios do desenvolvimento da criança. Tais como:
  • Sensório motor- caracterizado pela ausência da função semiótica em que a criança não tem a capacidade de representar mentalmente os objetos.
  • Pré-operacional- a criança não adiquiriu ainda a capacidade de colocar-se no lugar do outro, não possuindo o pensamento da irreversiblidade.
  • Operatório concreto- é um nível mental em que o indivíduo intervém nos raciocínios privados e nas trocas cognitivas. A linguagem passa a ser fundamental nesse processo.
  • Operatório formal- nesse estágio a criança já pensa em soluções através de hipóteses e não apenas observando a realidade. É nesse estágio que ela atinge o padrão intelectual que terá na idade adulta.

O desenvolvimento e o processo de aprendizagem estão ligados ao meio social em que a criança vive e tem acesso aos materiais culturais. E é na escola que ela vivenciará trocas de experiências e aprendizagem ricas em afetividade e descobertas.

sábado, 14 de novembro de 2015

INFÂNCIA EROTIZADA


Vemos e presenciamos diariamente cenas e imagens de crianças em anúncios publicitários 
vestidas e paramentadas como adultos. São roupas, trejeitos e posturas que não condizem com 
a faixa etária dos "modelos". A isso podemos denominar de "erotização da infância". 
Por outro lado, ouvimos notícias, leis e cuidados em prol da infância, 
a fim de que as mesmas não sejam vítimas de pedofilia, maus tratos e abusos.
Mas aí eu pergunto: Não é um abuso a maneira como estão sendo expostas pela mídia?


Fico surpresa com essa contradição e mudança de postura tão oposta em relação 
a uma e outra situação.
São mães que vestem suas filhas de 3, 4, 5, 6 ou mais anos como se fossem 
dançarinas de funk, modelos em passarelas,
 mulheres adultas em dia de festa - com maquiagem e cabelo feito. 

Trabalhando em escola e acompanhando o desenvolvimento e crescimento de muitas crianças e adolescentes, já vivenciei situações em que as mães apoiavam e achavam lindo ver as suas
 filhinhas dançando a coreografia de uma música extremamente apelativa, 
erótica e vulgar. Comprar sapatos de salto, saia curta, batom e blush às filhas que frequentavam a Educação Infantil!?
Com o passar do tempo, claro que não é regra, mas muitas delas apareciam grávidas
precocemente, namorando "sério" aos 12 anos, 
morando junto com o namorido aos 14,... e as suas progenitoras lamentando-se 
e questionando-se: "ONDE FOI QUE EU ERREI?"

Penso,enquanto mãe, mulher e educadora, que é necessário - se não cortar pela raiz, já que se trata de uma situação ampla e complexa - evitar ao máximo possível esse tipo de comportamento.
Escolher, com cautela e cuidado, que tipo de vestimentas nossas meninas devem usar.
Batom vermelho será o ideal?
Unhas feitas em salões de beleza será o ideal para uma menininha de 7 anos?
Meia-calça arrastão, com saia jeans será o modelito adequado para ir
a uma apresentação de encerramento de ano letivo da escola onde estuda?

Algumas situações demandam de uma atenção redobrada dos familiares
e educadores. Aqui vale lembrar do velho e sábio ditado popular: 
"a gente só colhe aquilo que planta".

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A instituição ESCOLA!!!

A escola é um local onde muitas identidades se cruzam, se encontram e compartilham do mesmo espaço. É um local de aprendizagens, estejam elas previstas no currículo ou não. É onde as pessoas acabam por conhecer-se e, em consequência desses relacionamentos, muitas delas criam vínculos de amizades que seguem vida à fora (ou à dentro).

A escola é muita coisa. 

É o local onde as diferenças e desavenças ficam à mostra. As intrigas entre famílias acaba por se tornar aberta ao público. É onde muitas descobertas são realizadas: orientação sexual, deficiências auditivas e/ou visuais, inteligências acentuadas, desvios de conduta, criatividade além da conta,... enfim, é um lugar privilegiado a todos os que a frequentam e dela são parte integrante. 

É sabido por todos (ou ao menos deveria ser), que as instituições escolares, assim como tudo na vida, também passam por transformações - sejam elas curriculares, comportamentais, estruturais e financeiras. Antigamente, por exemplo, o professor era autoridade máxima, figura que deveria ser extremamente respeitada. Hoje, a realidade é outra, o professor é um orientador, um amigo, uma pessoa disposta a auxiliar e - eventualmente e infelizmente - um vítima. As tecnologias, já fazem parte do cotidiano. As disciplinas, mudam conforme a necessidade. Os muros e grades continuam a subir, circundando os prédios e os que ele "habitam"...

E como diz a letra de uma música "...assim caminha a humanidade..."

Cabe aos envolvidos com a missão educacional, continuar estudando, aperfeiçoando-se e metamorfoseando-se...




sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA - DESDE SEMPRE



Sempre ouvi falar sobre a importância da leitura para a vida das pessoas. As justificativas são variadas e bastante convincentes: amplia o vocabulário, estimula a criatividade, auxilia na hora de produzir textos,... 

Atualmente, porém, tenho  ouvido dizer que o ato de ler é recomendado para os indivíduos a partir do nascimento, em especial, até os 6 anos. Pois bem, mas por quê?

Bem, para essa pergunta há inúmeras respostas, dentre elas:

  • por meio do ato de ler, há um contato íntimo entre a criança e o "contador", preferencialmente pai e/ou mãe, pois o momento é só deles, um conta, outro ouve;
  • há o contato com a palavra escrita desde cedo, evidenciando a sua importância perante uma sociedade letrada;
  • as crianças passam a imaginar o que está sendo narrado, "fugindo" do seu mundo real e "entrando" num mundo só dela, despertado pelas histórias que houve;
  • é possível manusear os livros, observar as cores e imagens e até saboreá-los;
  • a criança acaba por observar a postura leitora do adulto e, possivelmente, passará a adotá-la (imitação);
  • quanto mais cedo for o contato e convívio com as letras, maior familiaridade os pequenos irão ter e, como excelente consequência, desenvolverão maior facilidade no aprendizado da língua escrita.
Há muitos outros benefícios que poderiam ser mencionados aqui, mas o que mais importa (na minha opinião) é proporcionar um contato prazeroso com histórias e livros. Crianças que leem com frequência, normalmente tornam-se adultos mais críticos, criativos e autônomos. Creio que vale a pena investir nessa prática.

E você, o que pensa sobre isso??????

SEXUALIDADE




Graças às pesquisas e contribuições de Freud, a sexualidade passou a ser vista de uma maneira diferente, ou seja, não só denotando relação sexual com fins de procriação, mas também aquelas atividades que, principalmente às crianças, causam prazer: mamar, brincar, ouvir, acariciar, jogar, quebrar,...
Muitos tabus ainda pairam sobre o assunto. Não raro, ouve-se o depoimento de pais que afirmam não tratar de assuntos íntimos com os filhos, a justificativa vai desde vergonha, medo, até o fato de recordar que, com os respectivos familiares, tal questão não era vista com bos olhos. O resultado é uma lacuna e uma ausência significativa para ambos, uma vez que o corpo é a casa que habitamos e, não raro, é desconhecida pelos seus próprios "moradores".
Atualmente ainda há aqueles que evitem falar sobre o corpo (partes íntimas) e também os que rechaçam a ideia de "sexualidade infantil", mais por preconceito do que por qualquer outra questão. O que se tem certeza é que, com o pai da psicanálise, olhares foram lançados para outra direção, trazendo além de mais conhecimentos, uma elucidação muito grande em se tratando de psicologia, sexualidade e infância.  

terça-feira, 20 de outubro de 2015

A importância do brincar!






Muitos pais orgulham-se quando seus rebentos começam a ir à escola e chegam em casa rabiscando letras, contando que fizeram inúmeras atividades escritas e que sentam-se em classes, enfileirados um atrás do outro. Ora! Será que realmente isso é importante para eles? Será que isso contará a favor de, no futuro, serem pessoas melhores por terem iniciado tão cedo o fato de ESTUDAR tão a sério precocemente?
Tenho lido inúmeras reportagens, artigos e teses acerca da importância do lúdico na vida cognitiva e psicológica das crianças, e concordo plenamente com o teor delas. Pra que forçar algo que, naturalmente acontecerá no tempo apropriado?
Se deixármos as brincadeiras rolarem soltas, perceberemos que os aprendizados, as descobertas, as reflexões naturalmente vêm. Pra que podar uma época tão bonita, rica e mágica como a infância, em favor de uma precocidade e decoreba improdutivas e desnecessárias?
Pensemos nisso com carinho e atenção, pois caso contrário, correremos o risco de não termos uma "colheita" valiosa lá na frente.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

FREUD





Sigmundo Freud é considerado o pai da Psicanálise. Ao estudar um pouco sobre sua vida e obra, fica evidenciada a grande capacidade, obstinação e inteligência dessa grande personalidade que norteou os estudos de psicologia com suas descobertas. A maior delas foi a da existência de um ser interior que cada um carrega consigo: o Inconsciente, o qual se manifestaria, ou seja, chegaria à consciência, através dos sonhos.

Outra importante contribuição foi a questão da sexualidade da criança, que até então era tida como um ser ingênuo, inocente e puro. 

Até hoje o resultado de seus estudos continua auxiliando - e muito - a descobrir e solucionar traumas, conflitos e problemas psicológicos. 

Consegui aprender muita coisa ao estudar os mecanismos de defesa (racionalização, deslocamento, regressão, negação,...) e penso que tudo contribui bastante para aperfeiçoar o nosso ofício de professor. 

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Alfabetização

       



       Estou, atualmente, aprendendo muito sobre a questão da alfabetização. Tenho lido diversos estudos de Emília Ferreiro e Ana Teberosky e descobrindo bastante com seus estudos.
Como eu nunca trabalhei com alfabetização propriamente dita e não cursei Magistério no Ensino Médio, estou descobrindo um mundo, mundo este que ora me fascina, ora me angustia. 
       Como mãe de duas crianças pequenas, alguns aprendizados já me foram concedidos, porém outros estão sendo proporcionados pelo PEAD. 
       Tornar-me uma facilitadora do processo de aquisição e/ou apropriação da língua escrita, está sendo um grande desafio para mim. Uma frase que me tocou muito foi a seguinte: "assim como a alimentação, saúde, convívio social e lazer, o conhecimento é fundamental para a qualidade de vida do indivíduo" de Emília Ferreiro. 
       Espero dar conta de todo o aprendizado e, como consequência, de todo o trabalho que está por vir. O que sei é que estou disposta a enfrentar esse desafio, maravilhoso e mágico desafio. 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Estrutura da personalidade!


Segundo o ilustre psiquiatra austríaco Sigmundo Freud, somos guiados por três partes distintas de nossa personalidade: 
ID, EGO e SUPEREGO.

O ID é norteado pelo "princípio do prazer";

O EGO é comandado pelo "princípio da realidade", essa parte é aquela que mostramos aos outros. Fortalecido pela razão, o EGO está "preso" entre os desejos do ID (tentando encontrar um jeito adequado de realizá-los) e as regras ditadas pelo SUPEREGO.

O SUPEREGO também chamado de "ideal do ego", tem a função de conter os impulsos do ID. Suas regras sociais e morais não nascem com o indivíduo, mas sim são desenvolvidas a partir da convivência em sociedade.

Considerei muito importante o estudo dessa "estrutura da personalidade", mais do que isso, a maneira como foi trabalhado conosco no PEAD, pois tivemos que trazer esse assunto para a nossa realidade, citando exemplos reais da maneira como essas três "instâncias" se manifestam (ou não) no nosso cotidiano. Percebi o quanto o meu ID (coitadinho) é reprimido, o quanto temos a necessidade de ter sangue-frio e dar prioridade ao SUPEREGO, a fim de evitar conflitos, desavenças e desconfortos sociais e profissionais.

Estou adorando e aprendendo muito com essa disciplina de Psicologia 1.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Infância

O que é a infância?

Será o período do QUASE? Quase caminha, quase fala, quase consegue comer sozinho, quase consegue controlar os esfincteres, quase consegue ler, quase, quase, quase...?

O que é mais importante para uma criança? Ter brinquedos caros e sofisticados? Frequentar uma boa escola? Fazer curso de inglês, francês, italiano, alemão...?

Uma criança pode ficar triste? Por quê? Existe razão para isso? 

Bem, há uma série de dúvidas, mitos, incertezas e questionamentos a que estamos sujeito, tanto como professores da educação infantil, como quanto pais. Mas uma certeza deveremos ter: é uma fase de muitas transformações (tanto físicas, quanto psicológicas e neurológica), de mudanças, de aprendizagens, de experiências riquíssimas e, acima de tudo, época de brincar, de descobrir, de interagir com outras pessoinhas da mesma faixa etária.

É preciso que nos preocupemos mais com o lúdico, com o faz de conta, com a magia, pois é especialmente disso que as crianças precisam. 

Afeto, carinho, um olhar atento e cuidadoso para com esses seres em desenvolvimento. Acreditar na capacidade que possuem.

Penso que não se faz necessário desperdiçar o precioso tempo das nossas crianças em mostrar para os outros como é que utilizam o tempo nas escolas, investindo em trabalhinhos "pré-fabricados", apresentações hollywoodianas, mas sim valorizar os atos simples, mas nem por isso menos ricos, das pequenas conquistas e atitudes que tomam cotidianamente. 

Investir na infância é plantar sementinhas em terreno fértil, basta cuidá-las e protegê-las, que os frutos certamente surgirão.   

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

AULA INAUGURAL DE "DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM SOB O ENFOQUE DA PSICOLOGIA I"


No dia 27 de agosto, quinta-feira, iniciamos mais uma interdisciplina: "Desenvolvimento e aprendizagem sob o enfoque da psicologia I" a qual foi extremamente produtiva, alegre, descontraída e conduzida por profissionais de qualidade elogiável. 

Consciente, inconsciente, id, ego, superego, enfim, análise (inicial) de alguns aspectos referentes ao nosso ser interior. 

Como é bom podermos trocar ideias, compartilharmos experiências, juntas tentarmos entender o porquê deste ou daquele comportamento!
É muito bom ouvir, sermos ouvidas, compartilhar, dividir, multiplicar...

Tenho muitas expectativas, muita curiosidade e um desejo imenso em aprender. 
O primeiro passo, deste semestre, já foi dado!

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Significação e importância do blog - Portfólio de Aprendizagens



A partir do momento em que iniciávamos nossa caminhada do PEAD, foi solicitado que criássemos um Blog, intitulado Portfólio de Aprendizagens, onde relataríamos, semanalmente, as contribuições que foram sendo acrescidas no nosso fazer de aluno(a) e de professor(a).
A princípio, parecia muito difícil, pois afinal de contas, sobre o que escrever e por quê fazer isso?

Bem, decorridos os primeiros seis meses, posso garantir que esse recurso foi - e continua sendo - muito útil e produtivo, em diversos sentidos. Semelhante a um "Diário de Bordo", é possível anotar informações, situações e materiais importantes, os quais fizeram parte dos nossos estudos para as interdisciplinas. Além disso, é uma forma bem interessante de treinar a nossa escrita, não sendo só isso... sim, porque no momento que paro para escrever, reflito sobre o que aprendi, de que forma eu modifiquei a minha conduta, o modo como analiso os meus alunos, a importância da minha história enquanto docente.
É uma construção riquíssima, a qual demonstrará a evolução que foi construída durante o curso e que, certamente, se multiplicarão e darão frutos muito produtivos. 

Apresentação do workshop à banca!

Falar em público nunca representou um problema para mim. Sou uma pessoa muito comunicativa e, sendo professora há mais de 15 anos (diariamente com plateia) não me "aperto" em situações assim.
Para apresentar o meu trabalho, foi tudo muito tranquilo.
Eu estudei o semestre todo, sempre dedicando bastante tempo aos estudos e leituras que eram sugeridos, dessa forma, tive muita segurança em relatar minhas conquistas e meu engrandecimento pessoal e profissional.
Distribuí o tempo de forma que não faltasse e nem sobrasse. 

Considero que essa atividade foi bem produtiva, pois além de reforçar alguns aspectos e apresentá-los às demais colegas e professores, foi uma oportunidade de treinar a nossa oralidade, dicção, coerência e desinibição. 

Agora é só aguardar a próxima etapa e, para isso, continuar investindo nos estudos, em pesquisa e escrita, pois tudo isso favorecerá, e muito, a nossa desenvoltura e aprendizados. 

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Criação de powerpoint - Workshop de aprendizagem - 1.º semestre


Eis que chega o momento de enumerar as aprendizagens que foram se efetivando no decorrer do 1.º semestre no PEAD...

Por ser o primeiro, tive algumas dificuldades: sobre o que exatamente escrever, a quantidade de slides, que imagens eu iria privilegiar, se o tempo seria suficiente - sim, pois eram apenas 10 minutos para cada aluna, e como eu não pago imposto para falar, fiquei apreensiva kkkkkk)

Escolhidos - minuciosamente - os aspectos os quais eu daria prioridade, passei a ensaiar sobre a forma que iria apresentar o meu workshop...

Achei meu trabalho bem legal, sem erros ortográficos, conciso, claro e fiel àquilo que tenho certeza que assimilei durante o período em questão...

O que eu faria diferente?

Bem, utilizaria-me menos de linguagem verbal e optaria por mais imagens, a partir das quais eu exporia minhas conquistas.

Por quê?

Para não me ater tanto ao que escrevi, gosto muito de improvisar e, às vezes, quando estou apresentando, vêm a minha mente algumas situações, exemplos e constatações que até então eu não tinha percebido. 
Por isso, para a próxima tarefa, a linguagem não-verbal certamente será privilegiada.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

2.ª Etapa: inicia-se mais uma trajetória


Após um período de férias, eis que as aulas recomeçam. 
Expectativas, colegas que iniciam a caminhada no PEAD, interdisciplinas novas...
O que venho percebendo e aprendendo é que:

 é preciso ter perseverança;
 que o trabalho como educadora é encantador;
 que a aprendizagem é um ato contínuo, ininterrupto e inesgotável. 

O que percebi com a criação da minha Síntese Reflexiva?

Muita coisa, dentre elas que o aprendizado é silencioso, discreto, mas não pouco significativo. Que ao parar para fazer uma análise, nos surpreendemos com a quantidade de informações que processamos e acabamos por mudar nossa postura, dedicar um outro olhar aos nossos alunos, filhos, escola, colegas. 

Que não existe limite e nem obstáculo para quem deseja, ardentemente, conquistar algo: nem a ausência de tempo, nem os afazeres domésticos, nem os filhos pequenos, nem a infindável quantidade de textos para ler e de filmes para assistir, nem o fechamento do trimestre na escola onde você trabalha,...

Que os colegas são um ponto de apoio indispensável e, no momento de "aperto", eles sempre terão um ombro amigo, um conselho, uma resposta no WhatsApp, uma dica, um pendrive com o filme que você precisa assistir e não está encontrando na locadora.

Que a dedicação e seriedade com que os professores e tutores do PEAD te tratam, demonstram o quanto você é importante para a instituição, e não é meramente UM NÚMERO, ou MAIS UM SIMPLES ALUNO.

Que o ato de escrever, relatar, acaba por concretizar, elucidar, evidenciar a caminhada realizada.

Que a nossa corporeidade é algo importantíssimo, valioso e demonstra a forma como estamos inseridos no mundo e interagindo com ele. 

Que somos reflexo das pessoas com quem nos comunicamos diariamente, mas também somos o farol para muitas criaturinhas que nos observam e se inspiram em nós. 

segunda-feira, 29 de junho de 2015

WORKSHOP

Como atividade avaliativa refente ao 1.º trimestre do curso de Pedagogia - PEAD - UFRGS, realizei um Workshop com o intuito de registrar os aprendizados adquiridos durante esse período. Surpreendi-me com a quantidade de informações e reflexões realizadas. No momento em que você está "estudando", envolvida em atividades, não fica tão claro o que foi assimilado, porém, ao parar para refletir e elencar, percebe o quanto aprendeu, como mudou - até agora - o seu modo de olhar as coisas.
Especialmente quero salientar um aspecto que me fez pensar muito sobre a minha postura diante dos acontecimentos: foi trabalhado pelo professor Clezio Gonçalves, durante a aula de Corporeidade, que diz respeito ao ato de julgar. Julgamos sem conhecer de verdade as pessoas, os fatos e os acontecimentos envolvidos. Julgamos por nos considerarmos superiores. Julgamos por julgar.
Penso que, se pararmos para pensar, mas pensar mesmo, constataremos que muita coisa poderemos mudar. E que de nada valem julgamentos, avaliações antecipadas,.. É importante ver, analisar, pensar, sem atribuir tarjas.

terça-feira, 23 de junho de 2015

ENSINAR SEM AMAR É POSSÍVEL?

Diante de tantas leituras e visualização de vídeos, durante essas últimas semanas do 1.º semestre de PEAD, deparei-me, por diversas vezes, sobre a reflexão que envolve o ato de ensinar. Não me refiro a um ato mecânico, descomprometido, meramente profissional, mas sim, sobre um ato que envolve sentimentos, trocas, afeto e carinho, cumplicidade.
É preciso sentir e demonstrar que nos importamos com nossos alunos, que vibramos com suas conquistas e sofremos com suas frustrações e perdas. Que somos pessoas em quem é possível confiar e acreditar. No momento em que há credibilidade e afeto, os resultados são mais eficazes, numerosos e duradouros. 
Sei que a profissão Professor carrega consigo uma série de responsabilidades e exigências, mas qual profissão não exige?
Orgulho-me da minha escolha profissional e abraço também ao que ela carrega consigo.

terça-feira, 16 de junho de 2015

CULTURA

Qual é a melhor definição para esse termo? 
Será que existe um único conceito que dê conta de esgotar tal nomenclatura?

Segundo o dicionário Michaelis:


cul.tu.ra 
sf (lat cultura1 Ação, efeito, arte ou maneira de cultivar a terra ou certas plantas. 2 Terreno cultivado. Biol Propagação de microrganismos ou cultivação de tecido vivo em um meio nutritivo preparado. Biol Produto de tal cultivação.Biol O meio junto com o material cultivado. 6 Utilização industrial de certas produções naturais. 7 Aplicação do espírito a uma coisa; estudo. 8Desenvolvimento que, por cuidados assíduos, se dá às faculdades naturais. 9Desenvolvimento intelectual. 10 Adiantamento, civilização. 11 Apuro, esmero, elegância. 12 V culteranismo. 13 Sociol Sistema de ideias, conhecimentos, técnicas e artefatos, de padrões de comportamento e atitudes que caracteriza uma determinada sociedade. 14 Antrop Estado ou estágio do desenvolvimento cultural de um povo ou período, caracterizado pelo conjunto das obras, instalações e objetos criados pelo homem desse povo ou período; conteúdo social. 15 Arqueol Conjunto de remanescentes recorrentes, como artefatos, tipos de casas, métodos de sepultamento e outros testemunhos de um modo de vida que diferenciam um grupo de sítios arqueológicos. C. alternativa, Agr: a que se faz alternando. C. esgotante: a que esteriliza ou depaupera o solo. C. física: desenvolvimento metódico do organismo humano por meio da ginástica e dos desportos. C. extensiva: a que explora a riqueza do solo sem cuidar da conservação deste, precisando, assim, de amplos territórios. C. geral: a constituída de conhecimentos básicos indispensáveis para o entendimento de qualquer ramo do saber humano. C. intensiva: a que acumula o trabalho e o capital num terreno relativamente pequeno, conservando-lhe a fertilidade.

A cultura pode se referir à literatura, cinema, arte, entre outras manifestações, porém seu sentido é bem mais abrangente, pois cultura pode ser considerada como tudo que o homem, por meio de sua racionalidade e inteligência, consegue executar.


Todos os povos e sociedades possuem sua cultura, por mais tradicional e arcaica que seja, pois todos os conhecimentos adquiridos são passados das gerações passadas para as futuras.



Os elementos culturais são: artes, ciências, costumes, leis, religião, crenças, esportes, mitos, valores morais e éticos, comportamento, preferências, invenções e todas as maneiras de ser (sentir, pensar e agir).
A cultura é uma das principais características humanas, pois somente o homem tem a capacidade de desenvolver culturas, distinguindo-se, dessa forma, de outros seres como os vegetais e animais.

A reflexão que fica é a seguinte: 

Respeitamos e valorizamos, em nossas instituições escolares, as diferentes manifestações culturais?

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Instituição escola!

De que é constituída uma escola? 
O que e quem fazem parte dela?
Quem a compõe?
Qual é ou quais são os papeis dos professores?

Essas e muitas outras questões começaram a pipocar em minha cabeça após o início do meu curso PEAD.Não que eu nunca tivesse pensado nisso, mas parece que agora me questiono com maior frequência e profundidade.
Já disse isto e repito: Comecei a olhar para a minha escola com outros olhos. 
Olhos de quem procura respostas. 
Olhos de quem indaga. 
Olhos de quem admite que muito deve ser mudado. 
Olhos de alegria por ver quantas conquistas significativas já ocorreram...
A escola é mais do que paredes, classes, livros didáticos e quadros...
É mais do que conteúdo, provas, temas e trabalhos.
Escola é gente, é vida, é movimento, é aprendizado, é cumplicidade, é ensaio para uma vida em sociedade (lá fora) que não é nem um pouco fácil.
Somos parte da escola, nós, professores, caminhando junto com nossos alunos, ensinando-os ou acompanhando-os em suas conquistas.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Racismo e discriminação.


Após assistir ao vídeo: "Vista a minha pele" que trata da discriminação de uma maneira um tanto inusitada e surpreendente (sim, pois numa sociedade em que a maioria é negra, a garota Maria, branca e loira, cuja aspiração é ser "Miss Festa Junina da escola onde estuda, sofre discriminações dos mais variados tipos), é possível realmente colocar-se no lugar da garota e perceber as frustrações, tristezas, angústias e injustiças pelas quais passam as vítimas de preconceito.
Surpreende o fato de haver a inversão de papéis, pois frequentemente os documentários sobre o assunto trazem como personagens discriminados os negros, que são normalmente pobres e que estão em uma posição social desfavorecida; já nessa obra, ocorre o inverso. 
Destaco algumas falas e posturas da personagem Maria, as quais provocam muitas reflexões e posicionamentos:

  1. "Quando se quer alguma coisa, é preciso lutar pelos direitos que cada pessoa tem..."
  2. "TODOS no Brasil dispõem dos mesmos direitos e deveres..."
  3. "Tudo, ao meu redor, está igual, mas EU estou diferente..."
  4. "É preciso ter coragem de enfrentar o FAVORITISMO..."
  5. "Quando é que as escolas vão valorizar as diferenças raciais?"
  6. "Por que, por ser uma menina branca, eu preciso sempre andar com os pés no chão?"
Recomento esse vídeo a todos os que desejarem ter uma visão sob outra perspectiva sobre o racismo no Brasil.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Famílias, onde vocês estão????

Fico impressionada, triste e muitíssimo preocupada em perceber a negligência de certas famílias com relação aos seus filhos. Como professora e supervisora em uma escola pública, penso que a situação educacional se encontra no caos atual, em grande parte, pela falta de acompanhamento dos pais, falta de parceria e total desinteresse. 
Cada vez mais a escola acaba por assumir funções e responsabilidades que não lhe cabem, isso nos mais diversos aspectos: saúde, limites, afetividade, valores, higiene,... O que fazer? Fingir-se de surdo também? Jogar o mesmo jogo do empurra? 

É triste, é lamentável, é surreal... 

O sentimento de impotência muitas vezes toma conta dos profissionais da educação, e não é pra menos. Encaminhamentos psicológicos pipocam todos os dias. O chamamento dos progenitores para irem até a escola também. As conversas nas entregas de avaliações. As ligações. As vezes que são levados para casa por não estarem se sentindo bem. 
...

Pobre geração, filhos de pais separados, casados, escondidos, desconhecidos e, os piores de todos, os que não estão nem aí para as necessidades e carências de seus rebentos. 

O que reservará a vida, daqui para frente, desses jovens, adolescentes e crianças que crescem à mercê dos direitos que lhes cabem, porém, lhe foram brutalmente roubados?




sexta-feira, 5 de junho de 2015

ISTO OU AQUILO?

Ou Isto ou Aquilo

Cecília Meireles

Ou se tem chuva e não se tem sol ou se tem sol e não se tem chuva! Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva! Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares. É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo em dois lugares! Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro. Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . . e vivo escolhendo o dia inteiro! Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou fico tranquilo. Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se é isto ou aquilo. 

 

Como maravilhosamente escreveu Cecília Meireles, não se pode ter tudo

na vida, mas cabe a cada um escolher que caminho seguir. Sim, porque nada

mais somos do que o resultado das nossas escolhas, tudo poderia ser diferente,

ou poderá, basta querer. O que é importante ter ciência é de que, cada escolha

carrega consigo uma renúncia. Abdico de algo em favor de outra coisa.

Assim é a vida, assim é nossa carreira, assim é nossa vida pessoal e afetiva.

Que façamos sempre as melhores escolhas, ou melhor, que possamos sempre

aprender com as escolhas que fizermos.

Assim seja!!!

 


sábado, 30 de maio de 2015

JULGAMENTOS.



Dia desses, um professor falou às suas alunas sobre a questão do julgamento que fazemos das pessoas, situações e coisas antes mesmo 
de conhecê-las de fato. 
Concordei com seu ponto de vista. Como isso é algo corriqueiro, comum, frequente, diário,... 
Julgamos sem conhecer, sem saber da história do "ser" que está sendo julgado. Crucificamos ou absolvemos. 
A partir do pouco que vemos e presenciamos, já saímos sentenciando.
Como é importante ver, ouvir, assistir algo sem a intenção de dar o seu veredito (na maioria das vezes, sem ter sido questionada ou exigida a sua opinião). Como é importante colocar-se no lugar do outro. Ver as coisas, não apenas sob a perspectiva cômoda na qual nos encontramos, mas tentar mudar o ponto de vista. 
É preciso que nos coloquemos mais em "nosso lugar". 
Que sejamos humildes o suficiente para entender que, normalmente, não é à toa que as pessoas tomam as atitudes e assumem determinadas posturas em seus fazeres - sejam pessoais ou profissionais.
Que tenhamos humildade, discrição e bom senso. 
O silêncio, muitas, é a melhor alternativa.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

PARA QUE SERVEM AS AVALIAÇÕES?

                    Todos os finais de trimestre, mais especificamente, nos conselhos de classe escolares, me deparo com o seguinte questionamento: "Para que servem as avaliações (ou o ato de avaliar)? Pergunto-me sobre isso, pois às vezes sou levada a crer que servem apenas para constatar algo, ter a prova cabal do fracasso ou sucesso na aprendizagem dos nossos educandos. 
                   É sabido por todos - ou ao menos deveria ser - que a avaliação serve de diagnóstico, sinalizador, indicativo do que deve e precisa ser revisado, aprofundado, revisto e "resolvido".  Entretanto, nos encontros de todos os professores de turmas, percebe-se (não generalizando) o orgulho de afirmar que sua matéria é muito difícil, que o maior índice de notas baixas são na disciplina que leciona, sim, porque "eu dou aula, cobro mesmo, não fico "dando" trabalhinho e avaliando tudo o que fazem na sala de aula, até porque a vida lá fora não é moleza". 
                  Entristeço-me e me questiono se estou na profissão certa. Se é possível modificar e aperfeiçoar o nosso fazer com a prática, o estudo e as experiências pelas quais vamos sendo submetidos dia a dia. Ferrar com o aluno nunca foi objetivo das escolas. "Passar a mão na cabeça" e aprovar tudo o que faz, também não. Dessa forma, a avaliação deve ser um meio de que nos utilizamos para dar um norte ao nosso trabalho. Perceber e descobrir no que devo me ater mais. De outro jeito posso tentar proporcionar a aprendizagem dos conteúdos de maneira agradável, prática, sem misticismo. 
                 Quando em uma turma de 18 alunos, 13 estão com nota vermelha, ou seja, abaixo da média, algo está errado. O método? O professor? A didática? O relacionamento? O respeito? O grau de dificuldade? Não sei, mas algo está equivocado e precisa ser revisto e repensado. 
                 Li dia desses o título de um livro (confesso que não li a obra, mas o título pareceu-me bem sugestivo): "Se a boa escola é a que reprova, o bom hospital é o que mata" WERNECK. 
                      

É preciso rever alguns conceitos...


domingo, 17 de maio de 2015

EAD

Até algum tempo atrás, os cursos de Educação a Distância não eram muito bem vistos pela sociedade, em especial, pelos empregadores de aspirantes a algum cargo em instituições e empresas. Parecia que os diplomas e certificados oriundos dessa modalidade de ensino haviam sido "conquistados" de maneira fácil, descompromissada, sem esforço ou estudo algum.
Não é de se estranhar que esse conceito tenha mudado bastante. 
Quem "frequenta" uma graduação, pós-graduação ou um curso de extensão a distância sabe o quão exigido é do aluno. Sem contar, é claro, com o comprometimento, estudo, organização, envolvimento e disponibilidade de tempo necessários para que o aprendizado se efetive.
Não há alguém o tempo todo pronto a auxiliar o docente em suas atividades. Não há colegas fisicamente acompanhando para a troca de informações. Não há professores explicando a matéria diante dos alunos, com esclarecimento de dúvidas a todo e qualquer instante. Essas são algumas das principais diferenças entre um curso totalmente presencial e o EAD.
CABE RESSALTAR, no entanto, que isso não representa um problema, não para quem está disposto e determinado a aprender, estudar e dedicar-se a uma nova experiência e a um desafio encantador. Internet, plataformas virtuais, fóruns, blog,... passam a fazer parte, não só do vocabulário, mas do cotidiano de um "eadiano". 
Comprei esse desafio. Comprei não, aderi, mergulhei, me envolvi plenamente nessa nova trajetória. Desafiadora, sim. Repleta de novidades tecnológicas, colegas (normalmente virtuais), tutores,...
Tudo está valendo a pena.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Mãe-professora.




Aprendi a ser professora, sendo.
Aprendi a ser mãe, sendo.
A vida é caracterizada por um constante aprendizado. Contínuo, inacabado, surpreendente, fascinante.
Ser mãe é um grande desafio, são sentimentos que se misturam, 
se fundem, se mesclam...
Continuo aprendendo, errando, acertando, tentando melhorar.

Enquanto professora, o aprendizado também vai se efetivando diariamente.
São alunos com dificuldades, tanto de aprendizagem, quanto de relacionamento e familiar.
Tento auxiliá-los na medida do possível, tentando fazer a diferença.
Investindo no hábito da leitura.
Colorindo as aulas com histórias de vida e da literatura, buscando
despertar o interesse deles pelo mundo das letras e, por consequência, do conhecimento.

A Pedagogia tem me auxiliado a ver meu aluno, não apenas como "aluno", mas como um ser íntegro, carente de várias necessidades, 
com limitações, sentimentos, problemas, angústias, inquietações,...
Ele não está na sala de aula apenas para agregar conteúdos, mas para amadurecer, descobrir, conviver com as diferenças, tornar-se crítico, 
melhorar como pessoa e ser social.

Os desafios são inúmeros e contínuos, mas sei que sempre vale a pena lutar e buscar uma vida melhor.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Angústias!


A profissão EDUCADOR é repleta de sentimentos: ansiedade, preocupação, satisfação, doação, enfim, são muitas as sensações que se misturam.
Após iniciar o curso de Pedagogia, tenho repensado alguns valores, conceitos, posturas e prioridades.
Percebi - neste curto, porém enriquecedor período - que é mais importante a maneira como ensinamos do que o que ensinamos
Que o óbvio precisa e deve ser dito.
Que a nossa postura, nosso modo de agir é mais importante do que qualquer fala, ficha, conteúdo ou aula preparada.

A profissão EDUCADOR nos causa angústia. 
Não qualquer angústia, mas sim uma enorme angústia: a de perceber as inúmeras dificuldades e carências que permeiam a vida de cada aluno e constatar que algumas delas fogem da nossa alçada.
Podemos ajudá-los de algumas formas: ouvi-los, dar carinho, entender os seus anseios, suas reclamações, suas inúmeras inquietações de adolescentes que são, entretanto isso não é tudo.
É apenas uma pequena contribuição que podemos dar aos frutos de uma sociedade desigual, injusta, preconceituosa, desestruturada,...

A profissão EDUCADOR requer garra, força, determinação,...
Um coração maior que o peito,
uma doação sem limites,
...

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Mudança de hábitos e posturas.

 
Nada na vida é definitivo.
Nada é completamente permanente.
Mudamos, porque assim é a natureza do ser humano.
Evoluímos.
Tropeçamos.
Tomamos decisões equivocadas.
Voltamos atrás.
Evoluímos.
Pensamos, repensamos, passamos a olhar o mundo e as pessoas
sob novas perspectivas.
Perda de tempo?
Retrocesso, 
Atraso?
Não. 
Amadurecimento.
Engrandecimento pessoal.
Resiliência.
Superação.
 

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Reflexões...

Toda a nossa vida é permeada de acontecimentos e, consequentemente, de reflexões acerca deles. Esta semana, a minha análise centrou-se no meu entendimento sobre os fatores que interferem na sociedade, aparentemente existindo para o bem, mas que há um jogo de interesses e falcatruas incrustadas em seu interior. 
Assisti ao filme: "Quanto vale, ou é por quilo?" e fiquei, desculpem-me o termo, enojada com tudo o que vi. Parei então para refletir e transpor tais imagens e acontecimentos para o meu dia-a-dia. 
Com tristeza concluí que ainda há muitas maneiras de discriminações, jogo de interesses, um maciço investimento no consumismo, nas falsas aparências,... Ouso afirmar que a "escravidão" não cessou com a abolição da escravatura, assinada pela Princesa Isabel, apenas trocou de roupagem, de layout...
Ainda estou tentando processar alguns episódios e cenas chocantes, mas a minha atenção, certamente, centrou-se nessa obra cinematográfica.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Minha trajetória de vida e de profissão


Não sei precisar em que momento da minha vida decidi ser professora, sei apenas que desde pequena gostava de ter meus alunos imaginários e confeccionava listas de chamadas manuscritas.     
Concluí meu Ensino Fundamental em 1991. O Ensino Médio que cursei foi "Técnico em Contabilidade", não por gosto, mas por não dispor de condições financeiras de fazer magistério, uma vez que na época era apenas disponibilizado em uma escola particular. Formei-me em 1994. Meu sonho começou a concretizar-se, de fato, em 1995, pois prestei vestibular e fui aprovada para o curso de Letras, Licenciatura Plena, na UCS. Formei-me em dezembro de 1999. Gosto de contar que, como presente, meu diploma foi expedido no dia de meu aniversário de 22 anos, ou seja, 11 de dezembro de 1999.
Em fevereiro de 2001, comecei a trabalhar no Colégio Estadual São Luiz Gonzaga, em Veranópolis, onde atuo até hoje (há 14 anos). Já lecionei para o Ensino Médio Regular, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Ensino Fundamental. Amo a minha profissão, não a trocaria por nenhuma outra, nenhuma mesmo.
Sempre tive - e continuo tendo - um relacionamento muito bom com meus alunos. Respeito-os, para ser respeitada. Ouço suas opiniões. Busco sempre trabalhar com assuntos atuais (reportagens, charges, tirinhas,...) que despertem neles a atenção, a criticidade e o gosto por descobrir coisas novas. Não sou autoritária, penso que me encaixo melhor num perfil democrático. Meu enfoque sempre tem sido sobre a importância da leitura e, consequentemente, do conhecimento para a vida de todo e qualquer cidadão. Procuro sempre contemplar os diversos aspectos no momento de avaliar, e estabeleço comparações deles com eles próprios na hora de constatar se houve algum tipo de evolução ou progresso desde o início de nossa trajetória. Dessa maneira, estou agindo de acordo com o PPP de minha escola, visando sempre promover uma educação de qualidade a fim de formar cidadãos éticos, humanizados e responsáveis.