Eu não atuo (e nunca atuei) com alunos
de Ensino Fundamental - Séries Iniciais - com Matemática. Por essa razão, acabei por
“entrevistar” uma professora de 1.º ano para descobrir algumas coisas. A professora chama-se
Jucilene Zanella e trabalha com a referida disciplina da seguinte forma: Não
trata da nomenclatura: adição, subtração, realizam a contagem de objetos, sem
utilizar o nome. Salientou que utiliza para as suas práticas pedagógicas: muito
material contável, material dourado e dá nomes aos números (maçãs, balas,
brinquedos,...)
Exemplo: Eu tinha 5 balões e estouraram 2. Com
quantos eu fiquei?
Com
relação à multiplicação e divisão, trabalha seguindo o mesmo método descrito
acima:
1.
Em quantas vezes você separou as 10
maçãs?
2.
Em quantos cestos você as colocou?
3.
Quantas maçãs couberam em cada cesto?
4.
Quantas vezes você contou o número 5?
5.
Sobraram maçãs fora do cesto?
6.
Em quantos grupos os palitos foram
separados?
7.
Quantos ficaram em cada grupo?
8.
Separe em três grupos de 10 os 33
pirulitos.
A prof.ª Jucilene
ressaltou a importância de sempre introduzir a atividade por meio de desenhos,
depois os números e, por último, os símbolos: ( + ) e ( - ). Apenas no 2.º e
3.º ano é que são trabalhados os sinais ( x ) e ( : ).
Salientou que é muito importante
levar para a sala de aula elementos concretos envolvendo questões simples e que
façam parte do dia a dia das crianças: brinquedos, frutas, jogos, botões,
balões,pois os alunos ainda não possuem a capacidade de abstrair, portanto
trabalhar apenas no quadro negro, por meio de continhas tradicionais, acabaria
por prejudicar o aprendizado. Com o auxílio de elementos diversificados e
simples, há uma potencialização no entendimento dos
alunos, fazendo-os entender direitinho o que está sendo demonstrado e despertar
o gosto pela matemática. Eliminando a ideia de que é difícil.

Nenhum comentário:
Postar um comentário