terça-feira, 6 de dezembro de 2016

ESPAÇO & FORMA


Os conteúdos sobre ESPAÇO e FORMA, no Ensino Fundamental 1, em especial no 1.º ano, é trabalhado a partir do próprio corpo das crianças.

ESPAÇO - São realizadas atividades como por exemplo:
“quem senta atrás na Ana Laura é?
Quem está à direita de João Pedro é?
O que está acima das nossas cabeças?
O que está abaixo de nós é?
Quem senta atrás da Mariana é?
Quem está à direita do Lucas é?
Além disso, a esquerda e a direita, que são noções que poucos ainda dominam plenamente, são identificadas no quadro negro – tendo como referência a criança que está sentada diante dele, para que assim, consigam identificar tais localizações.

FORMA – Não são apresentadas as nomenclaturas: retângulo, triângulo, círculo,... O que é feito é estabelecer comparações, por exemplo:
Que outro objeto temos aqui na nossa sala de aula que tenha o mesmo formato que o quadro?
O relógio da parede tem o formato parecido com uma pizza?
A letra “A” é parecida com algum brinquedo ou objeto que conhecemos?

A partir disso, gradativamente são estabelecidas relações e analogias, para que num futuro próximo, as crianças possam ser apresentadas às nomenclaturas de fato.

O texto auxiliou e reforçou o que que vem sendo feito: primeiramente o uso do concreto, de objetos que cercam as crianças, para depois partir para a figura propriamente dita.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

GRUTA NOSSA SENHORA DE LOURDES - VERANÓPOLIS - RS

CONHECENDO A NOSSA CIDADE
VERANÓPOLIS - RS

O local escolhido para visitação foi a “Gruta Nossa Senhora de Lourdes”, localizada na R. São Francisco de Assis, s/n – Centro da cidade de Veranópolis – RS. A escolha se deu por ser um ponto turístico muito visitado na região da Serra Gaúcha, além de ser muito linda e possuir um significado especial para a população veranense. A história é a que segue:
Em outubro de 1905, nuvens intermediárias de gafanhotos invadiram as colônias, arrasando completamente as lavouras.
O então Vigário, Frei Fidélis de Lamotte Servolise, aproveitou a ocasião para propor ao povo a exceção de um sonho seu, erigir uma gruta em louvor a Nossa Senhora de Lourdes, a qual foi aceita. A devoção a N. S. de Lourdes deve-se aos freis capuchinhos franceses.
O primeiro local escolhido foi perto do seminário e inaugurado em 08/09/1906. A gruta construída com pedras toscas tinha a forma abóboda de concha e a fachada voltada para o norte como convinha pela disposição do terreno. A modesta grutinha, deu origem ás romarias. Com o passar do tempo, constatou-se que ela, exposta ás intempéries, precisava de reparos urgentes. Completando-a, construí-se uma capela fechada, que foi feita em 1917.
Em 1944, surgiu a necessidade de ampliar o local para maior comodidade dos romeiros. Houve permuta de terrenos com o Seminário e, finalmente, em 08 de setembro de 1946 ocorreu a benção solene. No dia 11 de fevereiro de 1993, acrescentou-se uma marquise, procurando-se manter o estilo arquitetônico.
Os capuchinhos, por serem franceses, bem conheciam a mensagem de Lourdes e a importância de uma pastoral baseada na devoção Mariana. Não tiveram outra alternativa senão colocar Nossa Senhora de Lourdes como base de esperanças para eliminar de vez a praga dos gafanhotos.

Assim sendo, fica justificada a construção da Gruta e a adoração e fé do povo por este local. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Localização espacial




Sugestão para se trabalhar com: Localização espacial.

A partir de todas as propostas que envolvem o assunto: "localização espacial" optei pela de “arrumação do quarto”.

TURMA: 1.º ano do Ensino Fundamental

FAIXA ETÁRIA: 6 a 7 anos

DESENVOLVIMENTO: Montar, com móveis de brinquedo – miniatura – cadeiras, camas, guarda-roupa, sofá, roupinhas e calçados de bonecas, bolinhas, uma espécie de quarto. Depois, em uma caixinha de papel, colocar – por escrito – onde devem ser colocados os objetos que estão no chão ou sobre as cadeirinhas montadas no cenário.

Por exemplo: em um bilhetinho estará escrito: “o vestido deve estar dentro do guarda-roupa”. Em outro: “Os sapatos devem ser colocados embaixo da cama. A partir daí, a criança deve pegar a roupa/objeto e guardá-la onde foi indicado. 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Jogo de cartas: escova.


“O jogo de cartas: Escova”.


Com alunos do 9.º ano do Ensino Fundamental, na faixa etária entre 14 a 16 anos, foi aplicada a proposta. Inicialmente perguntei a eles quem sabia jogar. Cinco alunos levantaram a mãe e contaram sobre a maneira como haviam aprendido o jogo e como foi a experiência. Um deles, Denner (15) teve contato com o jogo na casa da bisavó; Thainara (14) aprendeu numa competição de xadrez e demais jogos de mesa com a professora Raquel; Helen (14) aprendeu vendo o pai e o avô jogando em sua casa; Marco (16) teve sua iniciação com o avô, que costumava jogar cartas com os amigo, em frente à casa onde morava, Camila (14) aprendeu com o irmão mais velho, o qual afirmava – categoricamente – que era importante que a garota aprendesse para acelerar o raciocínio.

Foi entregue então o baralho de cartas a quatro deles. Deixei que jogassem, enquanto os colegas assistiam e questionavam acerca de algumas jogadas, valor das cartas, entre outras dúvidas que surgiram.
Após algumas partidas, interrompemos o jogo e perguntei se haviam gostado da proposta. Logo em seguida, questionei se os mesmos acreditavam que a “escova” auxiliava no raciocínio. A resposta foi que sim, inclusive acrescentaram que, por serem “oponentes” uns dos outros, tentavam ser o melhor possível, pensando na carta que jogariam na mesa para evitar, por exemplo, que o colega fizesse uma escova. “É preciso ter estratégia” – afirmou Denner.

Questionei também qual era o mínimo de cartas necessárias para se fazer uma escova: duas cartas - foi a resposta. E com relação ao número máximo de cartas? Pensaram, pegaram a baralho, espalharam algumas cartas, conversaram e chegaram à conclusão de que cinco cartas era a resposta.
Ressaltaram também que há muito a ser analisado e pensado na hora de jogar, pois para ser um vencedor alguns fatores são importante:
1.     Número de cartas;
2.    Números de cartas do naipe “ouro”;
3.    O sete belo (7 de ouro);
4.    O número de escovas feitas (somatório até 15 em que todas as cartas da mesa são recolhidas);
5.    Primeira (maior número de cartas de número 7 de cada naipe).













Como ajudar a salvar nosso planeta?

O planeta onde vivemos, ou seja, o nosso lar, precisa de ajuda.
 Será que podemos ajudá-lo?
Para início de conversa, penso que é indispensável reforçar a questão do respeito, respeito por nós mesmos, por nossos semelhantes, pelo ambiente onde vivemos. Esse respeito que eu tenho com os outros seres, já é um grande passo para dar o exemplo, diariamente, para os alunos. 
Podemos constantemente praticar ações de sustentabilidade:
  • Ao aplicar uma prova, aproveitar bem o espaço, utilizar frente e verso, a fim de evitar o desperdício;
  • Ao sair da sala de aula, apagar a luz;
  • Ter disponível em toda a escola, a coleta de lixo seletivo: separar o orgânico do seco, por exemplo. 
"Pessoas pequenas, fazendo coisas pequenas, mudam o mundo." - Provérbio Chinês
Sabemos que o consumo e a produção de lixo ainda é preocupante, apesar de já terem sido feitas muitas ações para minorar esse impacto, mas ainda há muito o que fazer. Como professores, somos o exemplo e devemos incentivar o senso crítico em nossas crianças: preferir frutas da época, separar o lixo, optar por lanches saudáveis e feitos em casa - em detrimento aos industrializados que vêm embalados com material plástico, e que não são tão saudáveis,...
São as pequenas ações que podem contribuir, e muito, para melhorarmos as condições no mundo onde vivemos e do qual dependemos.  

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Fotografia e memória.



Li e estudei um material disponibilizado pela interdisciplina Representação do Mundo pelos Estudos Sociais intitulado: "A fotografia como objeto e recurso de memória" de autoria de Adair Felizardo e Etienne Samain. Fiquei impressionada com as constatações que obtive. 

Como amante da fotografia, mantenho os álbuns da nossa família sempre muito bem atualizados. Ao conversar com pessoas de meu círculo de amigos, percebo que sou uma das poucas que ainda "revelam" constantemente as fotos, em vez de deixá-las armazenadas em CDs, DVDs, HD e demais assemelhados. 

O que foi interessante, foi o fato de nunca ter aprofundado tanto o meu pensar sobre esse objeto de memória. Adorei alguns dizeres que seguem, como forma de aprofundar e ilustrar tal afirmação:


  • O espaço e o tempo estão cravados na fotografia. Conforme KOSSOY (1999), tal ação ocorre num preciso lugar, numa determinada época. Toda foto tem sua gênese num específico espaço e tempo, suas coordenadas de situação.
  • De imediato, a fotografia pode ativar a memória, falar sobre o passado, permitir revivê-lo no presente. Ela carrega consigo a magia de (re)criação. Suscita e ressuscita sentimentos. É o testemunho de algo que aconteceu.
  • Fotografamos para ver depois, para sentir o que sentimos no instante da captura, sentir o momento passado NO PRESENTE.
Aprendi muito com esse texto e as reflexões proporcionadas. Posso garantir que se eu já era adepta a fotografias, a partir de agora o serei ainda mais. 

FOTOGRAFIA É MEMÓRIA

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Projeto de aprendizagem - PA

Neste semestre, estamos criando e desenvolvendo um projeto de aprendizagem a partir da proposta da interdisciplina "Seminário Integrador IV".
 Confesso que está sendo um tanto desafiador, pois, apesar de estarmos em três colegas para desenvolver tal tarefa, há uma grande demanda de atividades para serem feitas e, literalmente, colocadas em prática. 
Nossas certezas provisórias e nossas dúvidas temporárias precisam ser confirmadas ou refutadas e, para isso, faz-se necessário muito trabalho. Enquetes, entrevistas, pesquisa bibliográfica, roda de conversa com a CIPAVE, etc.
Aproveitando a ocasião, o que VOCÊ pensa acerca da seguinte questão: 

O PROFESSOR DEVE INTERFERIR OU NÃO NOS CONFLITOS 
QUE OCORREM EM SALA DE AULA?

Sua opinião e argumentação serão de extrema importância para o nosso trabalho. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Um pouco mais sobre a importância das Ciências


As ciências podem auxiliar, e muito, na construção de ideias cada vez mais complexa de mundo a todo instante, desde que o professor esteja atento e disposto a despertar no aluno o prazer da investigação. As crianças são pessoinhas muito curiosas e questionadoras e, a maioria delas, não se contenta com respostas breves, sintetizadas e pouco esclarecedoras. Conhecendo (descobrindo) acerca do mundo onde vive, pode entender melhor a sua origem, o "funcionamento" da  natureza, descobrindo, por consequência, a si mesma. 
Estamos, nós adultos, sempre em busca de "verdades", de esclarecimentos, da origem de tantas coisas. Somos assim naturalmente, investigativos, embora às vezes tentemos abafar e ocultar essa ânsia por conhecimento. Como é legal quando descobrimos algo sobre o mundo, sobre as plantas, sobre o sistema solar, sobre os rios, as fases lunares,...
Dias atrás, numa viagem de estudos com o oitavo ano, percorrendo uma trilha, aprendi diversas coisas sobre os pinheiros: o estrôbolo denuncia que a árvore é macho, quem produz o,pinhão é a árvore fêmea, não há diferenças físicas entre elas,... Não vou dizer que isso tenha mudado a minha vida, mas fiquei feliz por saber mais sobre essas plantas, sobre o pinhão, uma fruta típica e tão saboreada em nossa região. Portanto, também eu ampliei meu conhecimento sobre o meu mundo. 
De uma forma bem peculiar, as crianças também buscam respostas e justificativas sobre os fenômenos que apreciam diariamente (conforme os vídeos disponibilizados, por exemplo) e isso as faz crescer, apropriarem-se de saberes que dizem respeito ao ambiente onde vivem e do qual dependem. Acredito que tal estude e/ou descoberta seja algo maravilhoso, que deve ser incentivado e instigado nos nossos alunos desde a mais tenra idade. 
Esses dias um menino de oito anos afirmou: "Acho que minha irmã (3 anos) quando crescer, vai ser filósofa, porque vive fazendo perguntas!")
Que consigamos perpetuar esses pequenos filósofos e torná-los grandes cientistas.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Como ensinar matemática de modo criativo e eficiente!!!




   Eu não atuo (e nunca atuei) com alunos de Ensino Fundamental - Séries Iniciais - com Matemática. Por essa razão, acabei por “entrevistar” uma professora de 1.º ano para descobrir algumas coisas. A professora chama-se Jucilene Zanella e trabalha com a referida disciplina da seguinte forma: Não trata da nomenclatura: adição, subtração, realizam a contagem de objetos, sem utilizar o nome. Salientou que utiliza para as suas práticas pedagógicas: muito material contável, material dourado e dá nomes aos números (maçãs, balas, brinquedos,...)
Exemplo: Eu tinha 5 balões e estouraram 2. Com quantos eu fiquei?
Com relação à multiplicação e divisão, trabalha seguindo o mesmo método descrito acima:
1.       Em quantas vezes você separou as 10 maçãs?
2.       Em quantos cestos você as colocou?
3.       Quantas maçãs couberam em cada cesto?
4.       Quantas vezes você contou o número 5?
5.       Sobraram maçãs fora do cesto?
6.       Em quantos grupos os palitos foram separados?
7.       Quantos ficaram em cada grupo?
8.       Separe em três grupos de 10 os 33 pirulitos.
A prof.ª Jucilene ressaltou a importância de sempre introduzir a atividade por meio de desenhos, depois os números e, por último, os símbolos: ( + ) e ( - ). Apenas no 2.º e 3.º ano é que são trabalhados os sinais ( x ) e ( : ).
Salientou que é muito importante levar para a sala de aula elementos concretos envolvendo questões simples e que façam parte do dia a dia das crianças: brinquedos, frutas, jogos, botões, balões,pois os alunos ainda não possuem a capacidade de abstrair, portanto trabalhar apenas no quadro negro, por meio de continhas tradicionais, acabaria por prejudicar o aprendizado. Com o auxílio de elementos diversificados e simples, há uma potencialização no entendimento dos alunos, fazendo-os entender direitinho o que está sendo demonstrado e despertar o gosto pela matemática. Eliminando a ideia de que é difícil.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Matemática criativa e divertida!

Segue uma proposta interessante para trabalhar Matemática com os alunos: 
Jogo de cartas: Escova

O jogo: A Escova é um jogo de cartas em que os participantes precisam acumular a cada rodada 15 pontos em cartas, seguindo algumas regras e orientando-se pelos seus valores numéricos por rodada e para os seus pontos no final de cada partida.
Uma rodada significa que cada um dos jogadores teve a sua vez no jogo. Cada partida representa várias rodadas realizadas até que o baralho se esgote e não seja possível realizar mais rodadas. O jogo termina quando se atinge o seu objetivo. Isso pode variar por quanto das regras estabelecidas do jogo ou entre aqueles que estão jogando.

Regras: Uma vez escolhido o carteador, por meio do sistema de quem tira a menor carta ou outro qualquer, em seguida distribui-se, uma a uma, três cartas para cada jogador. Posteriormente, coloca quatro cartas viradas para cima, no centro da mesa. As cartas restantes do baralho são colocadas à sua direita, com as faces ocultas.
O jogo obedece ao sentido anti-horário, a partir do carteador. O rodízio de carteadores a cada rodada também obedece à mesma ordem. O jogo, portanto, é iniciado pelo jogador à direita do carteador, que descarta uma das cartas que possui na mão, de forma a obter 15 pontos ao combiná-la com uma ou mais das quatro cartas inicialmente colocadas sobre a mesa.
Se o jogador tiver na mão o Rei, Valete e Três e as cartas da mesa forem Ás, 2, 3 e Dama, ele poderá fazer 15 pontos, jogando o Valete sobre o Ás, 2 e 3. Poderá também fazer a mesma contagem se jogar o Três sobre o Ás, Dama e Três que estão na mesa. Ou ainda o Rei sobre o 2 e 3. Embora as combinações possam ser diversas, é vantagem somar 15 pontos com o maior número possível de cartas da mesa; se possível, com todas; ou, caso o jogador prefira, com o maior número de cartas de Ouros, especialmente o(s) Belo(s).
Se nenhuma carta do jogador somar 15 pontos com pelo menos uma das cartas da mesa, ele escolherá uma de suas cartas da mão e descartará aberta ao lado das outras da mesa. A seguir jogará o participante à sua direita. O jogo prossegue desta forma, cada jogador procurando descartar uma carta que some 15 pontos com as da mesa, a fim de obter uma vaza ou uma escopa.
Após o descarte das três cartas inicias, muda o carteador e nova distribuição de três cartas será processada, pelo mesmo sistema. Quando for ocorrer a última distribuição, o carteador será obrigado a anunciar: "Últimas".
As cartas que sobrarem no centro da mesa ficarão com o jogador que ganhar a última vaza. As cartas que sobram na mesa somam necessariamente 10, 25, 40 ou 55 pontos. Caso contrário, algum erro ocorreu no decorrer da mão. Se as cartas não somarem os pontos acima indicados, os jogadores deverão verificar cuidadosamente todas as vazas de todos os jogadores, a fim de aplicar-lhe a penalidade correspondente.

Este jogo permite que os jogadores desenvolvam habilidades como:
o    raciocínio lógico rápido;
o    estratégias de aguardar ou provocar a melhor jogada (já que algumas cartas possuem maior valor no jogo);
o    associação de parcelas (cartas) facilitando a adição (por exemplo: 8+7=9+6=10+5=15) ;
o    avaliação de possibilidades de jogadas e tomada de decisão;

É possível também realizar variações no jogo, escolhendo outras somas para cada rodada e explorar algumas possibilidades, além de jogar questionar e simular jogadas para responder a questões como:
o    Quais as combinações de cartas que somam 15 pontos?
o    Qual é o número mínimo e máximo de cartas para se obter 15 pontos?
o    Quantos pontos máximos existem em um baralho? (soma dos pontos de todas as cartas);
o    Quantos grupos únicos de 15 pontos é possível formar com um baralho?
o    Quantas combinações de grupos de cartas somando 15 pontos é possível formar utilizando-se algumas cartas em específico?
o    Quando em um jogo, uma partida termina, quantas cartas ou quantos pontos de cartas restam na mesa?
o    Quais somas permitem obter mais pontos para a partida?
o    Qual é o mínimo de cartas para garantir o ponto por maior quantidade de cartas numa partida?
o    Quantas partidas mínimas são necessárias para garantir que o jogo irá terminar?
Até quantas escopas é possível garantir no jogo? (uma pergunta mais complexa, que demanda analisar algumas regras e possibilidades 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Conhecendo Veranópolis com a mochila nas costas!!!

         Há muitas possibilidades legais para trabalhar com a disciplina de História de um modo diferenciado e super legal. Há uma proposta realizada há mais de 10 anos em uma das escolas onde trabalho. Os alunos partem defronte à escola e vão a alguns lugares da cidade de Veranópolis a fim de: 
    - Conhecer aspectos importantes da história e geografia local.
    - Resgatar as vivências culturais de nossos antepassados.
    - Unir teoria e prática, aprendendo de forma prazerosa.
       O roteiro é riquíssimo em vivências, sensações, conhecimento e estudos. Inicialmente vão em direção à comunidade de Nossa Senhora da Paz. Neste local, realizam a Trilha Caminho das Mulas. Em meio à mata nativa e o Rio Jabuticaba, percorrem os caminhos utilizados pelos primeiros imigrantes italianos que, sobre o lombo das mulas, transportavam suas mercadorias até a cidade. Pela trilha, além da cascata conhecem a antiga moradia da família Ceppo, do início do século passado. Ao final da trilha fazem um passeio de tuc-tuc entre os parreirais das vinícolas da Paz e Barbarano com destino a propriedade rural Tedesco Villa D’Asolo. Neste local, almoçam e, após, há tempo livre para brincadeiras e interação com animais domésticos como galinhas, ovelhas e gansos. 
 Na sequência, partem de ônibus e/ou van para a continuação do passeio visitando os seguintes locais: Ponte do Rio das Antas, túneis do trem ao lado da ponte, Mirante da Família Marin e Vinícola Simonetto.
          Ao fim do dia, deslocam-se para a cidade de Vila Flores onde visitam a propriedade L´arte Ceccato (Oficina Mãos à Obra!)
 Para fechar com chave de ouro, participam do Filó Italiano (para crianças) na casa do Artesão com apresentação, interação com os membros da comunidade e jantar.
 
            A meu ver, essa é uma excelente proposta para, além da diversão, conhecer de maneira mais aprofundada a história de nossa cidade e dos nossos antepassados. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Blocos lógicos: uma excelente ideia!


Resultado de imagem para blocos lógicos

Ser alfabetizado em matemática, então, é compreender o que se lê e escrever o que se compreende a respeito das primeiras noções de lógica, de aritmética e geometria. Assim, a escrita e a leitura das primeiras ideias matemáticas podem fazer parte do contexto de alfabetização. (Danyluk, 1997, p. 12). (grifos meus)
            Segue uma proposta que envolve classificação e seriação. A atividade foi (e pode ser) aplicada a uma turma de 2.º ano do Ensino Fundamental. Faixa etária das crianças envolvidas nesta proposta: 7 a 8 anos.
            Para iniciar a aula, pode ser feito um momento mais descontraído. As crianças formam um grande círculo e sentam. Primeiramente em silencio observar os colegas e suas características, depois disso, algumas crianças por vez, devem se olhar no espelho, verificando e confirmando a cor do cabelo, olhos e pele, altura, peso (mais gordinhos e magrinhos), na sequência as devem se dividir entre grupos pelas suas semelhanças.
            Aproveitar este momento para explicar ou falar um pouquinho sobre semelhanças e diferenças físicas e intelectuais, assim como as pessoas são diferentes fisicamente, seus sentimentos, pensamentos, ideias, opiniões,..., também são.
            Após o momento de descontração, questionar as crianças se sabem o que são blocos lógicos (conjuntos de peças geométricas divididas em quadrados, retângulos, triângulos e círculos de cores e tamanhos diferentes). Aproveitando para trabalhar a nomenclatura das figuras geométricas.
            Dividir a turma em grupos de 4 crianças ou no máximo 5, distribuir uma caixa de blocos lógicos para que explorem e brinquem livremente, podem criar figuras, como casas, carros, ... Após essa familiarização com o material, e pedir para que as crianças dividam estas peças pelas semelhanças.

Depois pode ser feito uma espécie de dominó. As crianças jogam par ou ímpar para ver quem começa o jogo. O próximo jogador deve juntar a segunda peça à primeira utilizando um atributo que as assemelha. Procede-se da mesma forma o terceiro jogador, o quarto...

domingo, 23 de outubro de 2016




Para o professor, na atualidade, o tempo de sala de aula deixa de ser aquele tempo de cumprir com as obrigações, de realizar atividades que se destinam a preencher a carga horária?
Sim ou não: por quê?
Partindo do questionamento acima, penso que o espaço e o tempo de sala de aula, com o passar dos anos, já mudou bastante. No meu ponto de vista, para melhor. Muitos recursos foram acrescentados, muitas maneiras tradicionais e restritas foram sendo substituídas: uso de laboratórios - proporcionando experiências ricas e concretas - viagens a campo (deixando de ser apenas por fotos, imagens ou vídeos), o uso das novas tecnologias, especialmente, com o“surgimento” da internet, data-show, entre outros.
Saliento que há também muita coisa a ser “renovada”, “reformulada” e “repensada” em nossas instituições educacionais, como por exemplo a descompartimentalização da Educação Básica, em especial, no Ensino Fundamental 1, 2 e no Ensino Médio. A nova reestruturação do Ensino Fundamental partindo da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) não deixa de representar um grande avanço, distribuindo os conteúdos em Áreas do Conhecimento e as notas, por pareceres, a partir das habilidades e competências. Os alunos, que outrora eram meros espectadores, hoje têm voz ativa, não frequentam os bancos escolares para apenas receber informações, pois esse local transformou-se em um caminho de mão dupla: se ensina e se aprende.
A grande maioria de nossos discentes chegam a nós ricos e repletos de informações, cabendo-nos a complexa tarefa de organizar tais informações de modo que possam expor o que sabem, trocar ideias, discordar, argumentar, corroborar suas certezas temporárias ou então, refutar suas dúvidas provisórias. 
Creio que sim, que a escola deixou de ser um local para onde se vai cumprir carga horária e realizar atividades, mas sim, passou a ser (de certo modo) um laboratório, um espaço democrático, diversificado, de muitas inquietações e busca por respostas sobre o ser o e mundo. Que os três patamares: informação, conhecimento e sabedoria  sejam como uma escada a ser galgada por alunos, não ficando restrito ao primeiro degrau.