quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Dicas valiosas!!!



Diante dos estudos e pesquisas realizadas na interdisciplina "Étnico-raciais", seguem algumas orientações bem pertinentes sugeridas pelo MEC para a Educação das relações étnico-raciais.

RELAÇÃO DOCENTE-DISCENTE Que respeita o/a estudante como sujeito sociocultural. Que tenha o diálogo como um dos instrumentos de inclusão/interação. Que o/a professor/a esteja hierarquicamente a serviço dos(as) estudantes numa relação ética e respeitosa.

CURRÍCULO Que contemple a efetivação de uma pedagogia que respeite as diferenças. Tratar a questão racial como conteúdo inter e multidisciplinar durante todo o ano letivo, estabelecendo um diálogo permanente entre o tema étnico-racial e os demais conteúdos trabalhados na escola.

PROCESSOS PEDAGÓGICOS Que reverenciem o princípio da integração, reconhecendo a importância de se conviver e aprender com as diferenças, promovendo atividades em que as trocas sejam privilegiadas e estimuladas. Que reconheçam a interdependência entre corpo, emoção e cognição no ato de aprender. Que privilegiem a ação em grupo, com propostas de trabalho vivenciadas coletivamente (docentes e discentes), levando em conta a singularidade individual. Que rompam com a visão compartimentada dos conteúdos escolares.







sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

À sombra desta mangueira - parte 2


O texto de Paulo Freire intitulado “À sombra desta mangueira” apresenta uma visão  do mundo, da política, dos valores. A educação formadora e transformadora, as dinâmicas tecnológicas do mundo moderno, as injustiças e absurdos econômicos, a busca das alternativas políticas.  É enfocada a questão da dialogicidade por trabalhar com a natureza humana e a democracia, assim bem como, com a exigência epistemológica. A natureza humana é constituída social e historicamente, evidenciando assim que somos seres inacabados, buscando constantemente a possibilidade de buscar o saber, de evoluirmos, mudarmos nossa conduta e nossa visão do mundo que nos cerca e até de nós mesmos.
Também afirma que a curiosidade acaba por estimular a compreensão das coisas, além da possibilidade de conhecermos o mundo: somos seres altamente questionadores (ou ao menos deveríamos ser). Necessitamos refletir teoricamente acerca das nossas práticas, precisamos que nossa vontade por saber se faça epistemológica.
No decorrer da leitura, algumas frases chamaram a minha atenção:
·         A consciência do inacabamento torna o ser educável;
·         Animais são adestrados, plantas são cultivadas, homens e mulheres se educam;
Eu poderia citar várias outras, mas penso que essas acabam por bem ilustrar o teor da obra: a valorização e a importância da educação, não qualquer educação, mas sim aquela capaz de transformar os seres, dialógica, crítica, construída a partir da troca entre educador e educandos.
O texto destaca que o principal papel de um professor protagonista é justamente desafiar a curiosidade e o senso crítico de seus educandos, fazendo com que não seja uma educação transmissiva, bancária, mas sim que a criticidade seja uma constante nesse processo. A relação baseada no diálogo é indispensável à efetividade do conhecimento, sempre baseada na compreensão do mundo, sendo esta no contexto histórico e cultural.

O livro é destinado a todos que creem num mundo mais justo e democrático, onde a formação técnica, científica e profissional seja tão importante quanto o sonho e a utopia. A leitura acaba por confirmar a visão de Paulo Freire, sua credibilidade na educação como forma de transformar as pessoas e a sociedade. 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Roteiro do vídeo: "A luta continua".

Primeira versão do roteiro para o vídeo que será produzido por nosso grupo, a fim de evidenciar as possíveis conversas com os textos e o material estudado na interdisciplina e a realidade que nos cerca com histórias dramáticas, lições de vida e a crueldade que muitas pessoas tiveram de enfrentar (e ainda enfrentam) devido ao preconceito e discriminação. 



Nosso grupo é composto por cinco integrantes. Nossa história estava diante dos olhos de uma dessas componentes: a Franciele Rui, colega da protagonista  de nossa história, em uma das escolas onde leciona. A jovem senhora de iniciais D.M., 39 anos, não quer ter seu rosto revelado. A razão? Desconhecemos, mas a respeitaremos sem dúvida. D.M. é  uma pessoa do sexo feminino, heterossexual, parda, evangélica, casada, residente e domiciliada na cidade de Cotiporã, RS. Tem quatro filhos, é professora, atualmente cursa Direito e não conta com nenhum desses corpinhos esculturais que frequentemente estampam lindas capas de revista. Bem, mas vamos ao roteiro.

Título: A luta continua

Primeira versão: Seu nome é Marlove. Desde cedo, o preconceito a perseguiu. Nasceu parda, numa cidade interiorana do Rio Grande do Sul, povoada por não mais de 4 mil habitantes, sendo a grande maioria formada por imigrantes italianos, brancos como o leite, cabelos claros e predominantemente católicos. Ela, evangélica, por opção e convicção.
Certo dia, cansada do marasmo que a cercava, decidiu mudar a sua trajetória já pré-determinada por alguns. Então, ao completar 18 anos, foi a São Paulo a fim de estudar. As más línguas não pouparam comentários e, propagaram aos quatro ventos que iria tentar vida fácil. Retornou alguns anos depois, portando consigo um diploma de Licenciatura Plena em Matemática, disposta e pronta a ganhar a vida de uma maneira mais difícil: SENDO PROFESSORA. Casou-se aos 29 anos e pôs-se a ter filhos: um, dois, três, quatro. Sim! Pessoas “dessa cor” gostam de famílias numerosas, crianças correndo, bagunça pela casa.
Contava com diversos atributos que a crucificavam.
Hoje, no auge de seus 39 anos, frases ditas por pessoas que a rodeavam, ainda povoam seus pensamentos:
“...você nunca será ALGUÉM na vida”
“...você não é capaz!”
Entretanto, e apesar de tudo, ainda tem objetivos. Cursa agora Direito, talvez para suprir um “buraco” que ainda existe dentro dela. Sua luta continua, pois acima de qualquer coisa, é mãe, e sabe que não conseguirá proteger os seus filhos das atrocidades da vida.

A sociedade mudou? Talvez.
As oportunidades são iguais para todos? Não
Mas a sua luta, ah! Essa sim continua dentro e fora dela.

Fragmento do livro: “A garota no trem” de Paula Hawkins

“...os buracos na vida são permanentes. É preciso crescer ao redor deles, como raízes de árvores ao redor do concreto; você se molda a partir das lacunas.”

Um olhar para as altas habilidades


Após a leitura do texto sugerido: "Um olhar para as altas habilidades: construindo caminhos" (fonte é:  SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Um olhar para as altas habilidades: construindo caminhos/Secretaria da Educação, CENP/CAPE; organização, Christina Menna Barreto Cupertino. – São Paulo: FDE, 2008.) constatei o mesmo que algumas colegas: eu estava equivocada com relação ao conceito de SAH. Acreditava que eram pessoas cuja potencialidade eram visíveis em todos os aspectos.
A partir da análise do texto, percebi que "estabelecer que uma pessoa tem altas habilidades depende de compará-la com os que a cercam, na sua comunidade, já que, como vimos, só em casos muito raros uma pessoa tem um desempenho que se destaque em todas as áreas, ou para o mundo inteiro. A identificação de altas habilidades não se apoia em dados absolutos; não existem regras fixas, nem a certeza de acertar. Mesmo as medidas mais precisas somente apontam prognósticos, porque a vida humana é muito complexa e envolve muitas variáveis, entre as quais pode existir uma alta habilidade. Muitos fatores vão influenciar o sucesso ou insucesso, o desenvolvimento dos potenciais de pessoas identificadas como talentosas."
Então descobri que já tive muitos alunos cujas altas habilidades acabaram passadas despercebidas. No decorrer da leitura, fui me questionando sobre: O que deveria ser feito com tais educandos? Que caminho seguir e o que oferecer? Então a resposta foi surgindo, não com receitas mágicas, mas sim com singelas ações que poderiam beneficiar a uma classe inteira, como por exemplo: Feiras de Conhecimento, de Artes e Cultura, atividades esportivas, concursos e olimpíadas, que são um terreno fértil para o aprimoramento de habilidades.
Se, por um lado, isso implica ter que oferecer condições diferenciadas para cada um, por outro traz o benefício de que, num grupo, as capacidades podem complementar-se.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

À sombra desta mangueira



O texto de Paulo Freire intitulado “À sombra desta mangueira” apresenta uma visão  do mundo, da política, dos valores. A educação formadora e transformadora, as dinâmicas tecnológicas do mundo moderno, as injustiças e absurdos econômicos, a busca das alternativas políticas.  
No decorrer da leitura, algumas frases chamaram a minha atenção:
·         A consciência do inacabamento torna o ser educável;
·         Animais são adestrados, plantas são cultivadas, homens e mulheres se educam;
Eu poderia citar várias outras, mas penso que essas acabam por bem ilustrar o teor da obra: a valorização e a importância da educação, não qualquer educação, mas sim aquela capaz de transformar os seres, dialógica, crítica, construída a partir da troca entre educador e educandos.

O livro é destinado a todos que creem num mundo mais justo e democrático, onde a formação técnica, científica e profissional seja tão importante quanto o sonho e a utopia. A leitura acaba por confirmar a visão de Paulo Freire, sua credibilidade na educação como forma de transformar as pessoas e a sociedade. 

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Participação no XIII Salão de Ensino da UFRGS


Nesta semana, aconteceu algo super legal na minha vida, tanto pessoal, como profissional e acadêmica: participei da XIII Salão do Ensino da UFRGS. 
Foi uma participação tímida, incipiente, embrionária, mas não deixou de se uma PARTICIPAÇÃO. 
Tudo teve início com a proposta de um trabalho na interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta, coordenada pela professora Tânia Marques. O assunto sobre o qual pesquisamos foi: "A percepção do tempo na vida adulta". Nosso grupo era formado por: Franciele Barille, Franciele Rui, Tamara Scottá e eu. 
 Depois disso, nossa querida tutora Taís Barboza nos incentivou a realizar a inscrição. Pois bem assim o fizemos. 
Resultado: nosso trabalho foi selecionado e a data estava marcada: 18/10/2017. 
Eu fui "escolhida" para apresentá-lo!
Adorei!!! 
Sair do nosso mundinho nos desacomoda, nos estimula e nos instiga a continuar estudando, ampliando horizontes e indo além. 
Tenho e temos a consciência de que precisamos nos aperfeiçoar em nosso fazer acadêmico, mas o fato de estar lá, dividindo e multiplicando saberes e experiências, certamente foi muito válido.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

A luta continua!

Primeira versão do roteiro para o vídeo que será produzido por nós, Franciele Rui, Franciele Barille, Tamara Scotá, Andria Tura e eu,  a fim de evidenciar as possíveis conversas com os textos e o material estudado na interdisciplina e a realidade que nos cerca com histórias dramáticas, lições de vida e a crueldade que muitas pessoas tiveram de enfrentar (e ainda enfrentam) devido ao preconceito e discriminação. 


Como já mencionado acima, nosso grupo é composto por cinco integrantes. Nossa história estava diante dos olhos de uma dessas componentes: a Franciele Rui, colega da protagonista  de nossa história, em uma das escolas onde leciona. A jovem senhora de iniciais D.M., 39 anos, não quer ter seu rosto revelado. A razão? Desconhecemos, mas a respeitaremos sem dúvida. D.M. é  uma pessoa do sexo feminino, heterossexual, parda, evangélica, casada, residente e domiciliada na cidade de Cotiporã, RS. Tem quatro filhos, é professora, atualmente cursa Direito e não conta com nenhum desses corpinhos esculturais que frequentemente estampam lindas capas de revista. Bem, mas vamos ao roteiro.

Título: A luta continua

Primeira versão: Seu nome é Marlove. Desde cedo, o preconceito a perseguiu. Nasceu parda, numa cidade interiorana do Rio Grande do Sul, povoada por não mais de 4 mil habitantes, sendo a grande maioria formada por imigrantes italianos, brancos como o leite, cabelos claros e predominantemente católicos. Ela, evangélica, por opção e convicção.
Certo dia, cansada do marasmo que a cercava, decidiu mudar a sua trajetória já pré-determinada por alguns. Então, ao completar 18 anos, foi a São Paulo a fim de estudar. As más línguas não pouparam comentários e, propagaram aos quatro ventos que iria tentar vida fácil. Retornou alguns anos depois, portando consigo um diploma de Licenciatura Plena em Matemática, disposta e pronta a ganhar a vida de uma maneira mais difícil: SENDO PROFESSORA. Casou-se aos 29 anos e pôs-se a ter filhos: um, dois, três, quatro. Sim! Pessoas “dessa cor” gostam de famílias numerosas, crianças correndo, bagunça pela casa.
Contava com diversos atributos que a crucificavam.
Hoje, no auge de seus 39 anos, frases ditas por pessoas que a rodeavam, ainda povoam seus pensamentos:
“...você nunca será ALGUÉM na vida”
“...você não é capaz!”
Entretanto, e apesar de tudo, ainda tem objetivos. Cursa agora Direito, talvez para suprir um “buraco” que ainda existe dentro dela. Sua luta continua, pois acima de qualquer coisa, é mãe, e sabe que não conseguirá proteger os seus filhos das atrocidades da vida.

A sociedade mudou? Talvez.
As oportunidades são iguais para todos? Não
Mas a sua luta, ah! Essa sim continua dentro e fora dela.

Fragmento do livro: “A garota no trem” de Paula Hawkins

“...os buracos na vida são permanentes. É preciso crescer ao redor deles, como raízes de árvores ao redor do concreto; você se molda a partir das lacunas.”

Sobre crocodilos e avestruzes!


Muito tenho pensado sobre a inclusão na rede regular de ensino e, não posso negar, me vejo muitas vezes em encruzilhadas.

Sou professora de uma garota de 13 anos, que nasceu com uma deficiência (órgão): não tem o antebraço e a mão direita. Deve contar com eventuais incapacidades (pessoa), mas não consigo citar nenhuma desvantagem no meio social onde está inserida. Sempre estudou na mesma escola. Jamais foi vitimizada, nem pela família, tampouco por colegas e professores. Ela se “vira” sozinha. Em hipótese alguma os familiares pediram proteção extra ou cuidados especiais. O respeito em sala de aula é unânime e fora dela também. É autônoma, independente, caprichosa, vaidosa, rebelde, ou seja, é uma típica adolescente (e por que não haveria de ser?????).

A partir desse exemplo, e após a leitura do texto: “Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceitos e sua superação” de autoria de Lígia Assumpção Amaral, constatei que ajudamos sim a propagar alguns mitos: o do vitimismo, do coitadismo, da incapacidade total, da compaixão,... Generalizamos, por vezes, a restrição enfrentada por alguns seres. Deixamos de enfatizar do que ela é capaz de fazer. Alguns mecanismos de defesa entram em ação com a intenção  - ou não, num processo inconsciente – de diminuir o “problema” com o qual nos deparamos: negação, compensação, atenuação, simulação,... como se isso fosse capaz de acabar com aquilo.
Aí fica a questão: O que posso fazer?

Bem, creio que o exemplo exposto no final do texto: “Café com leite” elucida muito essa questão. Já se sabe que negar uma situação, não acaba com ela. Ignorá-la também não. Então acredito que o que deve ser feito é oportunizar a essas pessoas o direito de fazer o que podem, o que conseguem, dentro das suas limitações.  A criança/adolescente/adulto com deficiência, não pode ser visto como “menos ou pior”, mas sim como ele é: DIFERENTE. Fará o que pode, o que consegue fazer, o que é capaz. Isolá-lo, torná-lo mero espectador não é inclusão, não com o sentido que tenho internalizado em mim.
Fui uma péssima aluna de Matemática, tenho, ainda hoje, grandes dificuldades com cálculos, expressões numéricas, álgebras,... Sempre fiz o que consegui, o que eu era capaz. Após um determinado tempo, pude escolher o caminho, o qual praticamente abstraiu essa disciplina da minha vida. Agora fico pensando – hipoteticamente – o que teria provocado em mim um isolamento dessas aulas? É claro que este exemplo serve meramente para ilustrar (talvez sem muito nexo) que: cada um deve ter a oportunidade de ressaltar os seus talentos e não ser apontado pelas suas fraquezas, incapacidades.

Penso que devemos refletir sobre isso: não imitar o avestruz, enfiando a cabeça debaixo da terra a fim de não encarar a situação, mas sim enfrentá-la e buscar o melhor meio de resolvê-la. Como?  Incluindo, ressaltando as habilidades, agindo com respeito e proporcionando a todas as pessoas, os mesmos direitos, a garantia de uma vida digna. 

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Como podemos contribuir para construir uma sociedade ética?


Creio que, como educadores, estamos sempre falando na frente de uma plateia atenta, mais atenta às vezes do que imaginamos. E, como  afirmou a colega Tamara, não adianta termos uma postura na sala de aula e outra bem diferente na minha vida social Ex.: Digo aos alunos que furar a fila não é uma atitude legal, mas passo na frente no caixa do mercado por eu só ter um produto (é rapidinho). Ao afirmar que beber faz muito mal à saúde, mas posto fotos no facebook ou no instagran portando uma garrafa de cerveja ou empunhando um copo de uísque. Nossa vivência cotidiana deve ser condizente com a nossa fala. 
Complementando, creio que, como educadores, podemos contribuir com pequenas atitudes, fazendo a nossa parte, sendo honestos, justos, imparciais quando assim deve ser, pois dessa forma, como afirmou a professora Márcia Tiburi: "a singularidade deve ser promovida" é que futuramente, poderemos viver em uma sociedade mais justa do que a que se apresenta hoje.
O EXEMPLO NÃO É A MELHOR FORMA DE EDUCAR: É A ÚNICA!!!

PRECONCEITO



Escolhi uma música para trabalhar com os alunos do 8.º ano sobre a questão do preconceito racial. A música escolhida foi: Minha Alma ( A Paz Que Eu Não Quero ) - O Rappa


O vídeo foi apresentado ao grupo durante uma aula de Língua Portuguesa, tendo como orientação minha, analisar e comentar, ao final o que haviam entendido:
·         Quais sentimentos vieram à tona?
·         Houve um mal entendido?
·         O que originou toda a confusão e qual foi o fator que originou toda a “guerra”?
·         A letra da música faz uma denúncia social? Qual?
·         Isso ainda acontece em nossa sociedade ou o preconceito já foi extinto?

Os alunos assistiram pela 2.ª vez, a fim de observarem atentamente algum “detalhe” perdido.

Abriu-se então um espaço para que expusessem ao grupo o que tinham entendido, a forma como haviam interpretado. Primeiramente, afirmaram que as crianças eram de classe baixa e que, pelo que viam, o local que serviu como cenários era uma favela. A maioria deles afirmou ter se chocado com as cenas, pois o menino só estava querendo ajudar, sendo honesto, ao pegar o dinheiro do chão e tentado devolvê-lo ao seu dono. Afirmaram também que, se fosse uma criança branca, nada disso teria acontecido, pois, embora falem que não existe mais preconceito, ele existe sim.
Outro aspecto levantado pelo grupo foi o abuso de poder por parte dos policiais, pois eles não ouviram as partes envolvidas, não buscaram saber o que de fato havia acontecido, mas sim, partiram pra violência propriamente dita, resultando em morte, destruição e confusão.
O comércio local então começou a ser saqueado, apedrejado, alvo dos amigos dos garotos envolvidos na situação, não que se justifique, entretanto talvez estivessem demonstrando a indignação sentida, o preconceito, a marginalidade em que vivem.

O grupo é unânime em dizer que, na pequena cidade onde residem, cerca de 20.000 habitantes, especialmente por ter sido colonizada e ainda habitada por imigrantes italianos, o preconceito ainda impera.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Eixo VI - 2017/2: RETORNO


E o segundo semestre de 2017 no PEAD, turma F, já começou bombando. 
Na interdisciplina de Filosofia, todas as alunas foram desafiadas a pensar e refletir sobre "Pensamento crítico". A partir de um vídeo do Leandro Karnal, as discussões fervilharam no fórum proposto, e com muita razão. 
Ao ter acesso a redes sociais, as pessoas acabaram por se transformar em grandes pensadores e grandes profetas idiotas - não generalizo, mas posso garantir que esse número só vem crescendo. Todos querem ter: voz, vez e razão. Assuntos interessantes são discutidos; outros, nem tanto: roupa da apresentadora tal, deslize do humorista, gafe do presidente, indiscrição de autoridade, etc. Enfim, papo é o que não falta. 
Agora, com relação à veracidade dos fatos, à profundidade das discussões, aos aprendizados e proveito para a vida? 
Bem, aí é outro papo.
Todos falam, opinam, muitas vezes agridem, apontam, entretanto, não querem ser contrariados, questionados e muito menos desmascarados. 

Pois é, vivemos numa sociedade que, ao que me parece por diversas vezes, busca os LIKES, as curtidas, a polêmica, os 5 minutos de fama. De concreto, verídico e proveitoso, pouco se tira. 

Realmente, a internet deu voz aos idiotas!!!

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Conquistas!

Muitos avanços foram conquistados desde a Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação a 9.394/96. Apesar disso, todos sabem que ainda há muito por se fazer ainda, como por exemplo, a valorização dos professores, com salários mais justos, pagos em dia e com todos os direitos "já conquistados" garantidos. 
Além disso, a avaliação continua sendo um aspecto que me inquieta bastante, pois sei que minha responsabilidade é grande, que é necessário observar o aluno de forma ampla, justa e com o intuito de fazê-lo progredir, evoluir, sanar as dificuldades que apresenta e tentar fazer com que seja um indivíduo capaz de buscar soluções para os seus problemas e que saiba tomar decisões. 
Outro aspecto que julgo ser bastante pertinente, é quando a escola onde trabalho, me chama para um diálogo, para saber o que estou fazendo, como estou sentindo e avaliando o meu próprio fazer. Considero bem relevante também ser bem aceito pela comunidade escolar onde trabalho, perceber que o que eu faço, causa alguma modificação positiva na vida dos meus alunos. 
Conhecer as leis que regem o nosso trabalho também é de suma importância, afinal de contas, temos obrigações e deveres, mas também temos direitos.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

O que aprendi ao analisar o blog de uma colega!


Após analisar o blog  da colega Franciele Rui e o meu próprio, cheguei a algumas conclusões, a meu ver, muito pertinentes:

1.    Retratamos aquilo que vivenciamos: nossas dúvidas, nossos anseios, nossas experiências positivas e/ou negativas, nossos medos e inquietações;

2.   Tanto no meu, quanto no blog analisado por mim, as postagens que ficaram em vantagem com relação às demais foram as REFLEXIVAS. Normalmente aconteceram no meio do semestre. Acredito que isso se deva ao fato de que, por estarmos no meio do caminho, temos diversas análises possíveis: comparar, refletir, analisar, duvidar, criticar, determinar, entre outras;


3.   O maior aprendizado que tive foi o de que realmente não existe o certo e o errado, mas sim que cada atividade proposta por nós, professoras, deve ter a adaptação à turma onde se está atuando e de acordo com as crianças e adolescentes que fazem parte do grupo. Em muitas situações ficamos preocupadas, inseguras, ansiosas e até mesmo frustradas, sentimos a necessidade de que alguém chegue até nós e confirme ou reprove nossas ações. Entretanto, ninguém melhor do que nós mesmas, pelas vivências, pelas análises, podemos de fato avaliar se estamos fazendo um trabalho a contento.  Trabalhar com crianças, adolescente e jovens não é tarefa fácil. Exige muito estudo, entrega e dedicação. Através do blog da minha colega e meu também, pude reforçar o quanto é preciso um olhar atento e um envolvimento pessoal e profissional para que essa atividade seja realizada da melhor maneira possível.

terça-feira, 27 de junho de 2017

GESTÃO DEMOCRÁTICA: Instâncias colegiadas.

No decorrer dos estudos proporcionados pela interdisciplina ORGANIZAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL, muitos foram as aprendizagens e reflexões. Citarei agora uma delas, que trata da democratização da escola, que são as INSTÂNCIAS COLEGIADAS.

Essas Instâncias Colegiadas são espaços de participação que têm a comunidade escolar. Por meio dos colegiados, a direção da escola contará com o apoio de outras pessoas envolvidas no processo educacional a fim de implementar projetos que visem a melhoria na instituição e no ensino. São elas:


  1. CONSELHO ESCOLAR;
  2. CONSELHO DE CLASSE
  3. ASSOCIAÇÃO DE PAIS, MESTRES E FUNCIONÁRIOS;
  4. GRÊMIO ESTUDANTIL.
As instâncias colegiadas são os espaços de representação dos segmentos da escola: discentes, docentes, pais e comunidade.

Segundo Abranches (2003): 

"Os órgãos colegiados têm possibilitado a implementação de novas formas de gestão por meio de um modelo de administração coletiva, em que todos participam dos processos decisórios e do acompanhamento, execução e avaliação das ações das unidades escolares, envolvendo as questões administrativas, financeiras e pedagógicas".

ABRANCHES, Mônica. Colegiado Escolar. Espaço de participação da comunidade. São Paulo: Cortez, 2003 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Fatores intra e extra-escolares



A partir da proposta da interdisciplina Organização e gestão da educação, da afirmação de Dourado, e após assistir ao vídeo sugerido, elaborei um pequeno texto sobre o que entendi sobre os fatores intra e extraescolares.


Diante da leitura do texto e do vídeo assistido, pude concluir que, para a efetivação da qualidade da educação, é preciso investir – significativamente – em:
·         Infraestrutura;
·         Remuneração e valorização dos profissionais da educação;
·         Formação continuada dos professores;
·         Livros didáticos de qualidade,
·         Laboratórios de informática em plenas condições de uso,
·         Bibliotecas bem equipadas, com um vasto acervo;
·         Políticas de permanência (como bolsa de estudo);
·         Profissionais de apoio aos alunos de inclusão;
·         Um bom currículo.
Quanto ao que se refere aos fatores intra-escolares, além dos acima mencionados, há também que se levar em conta a oferta do acesso universalizado e da permanência dos alunos nas devidas instituições, a democratização, incorporar a igualdade e tratar da inclusão de um modo mais intensificado e efetivo.
Já com relação aos fatores extra-escolares, o que foi enfatizado pelos professores que participaram do debate foi a questão de um  Brasil, de uma sociedade mais justa e igualitária. Também deve ser incentivada a ampla participação e envolvimento da sociedade, para que ela possa apontar o que é importante priorizar na escola. Questionar a instituição educativa, apontar erros e acertos, sugerir caminhos, fiscalizar o trabalho docente.
Segundo Edward Madureira Brasil, Reitor da UFG, o que se pretende e deve ser buscado atualmente é a formação de profissionais capazes de lidar com problemas e que saiba buscar soluções. Que seja capaz de adaptar-se ao ambiente externo (o qual é altamente mutável). E é exatamente isso que deve ser cultivado e estimulado em toda a educação básica.
Luiz Fernandes Dourado, professor na Universidade Federal de Goiás, vivemos em um país repleto de assimetrias, das mais variadas formas (social, cultural,...) e que investir na educação pode ser uma maneira de minorar ou abrandar tais desigualdades. Afirma também que a emenda constitucional 59, que determinou a obrigatoriedade de ensino dos quatro aos dezessete anos foi extremamente positiva. Informou ainda que o Ensino Fundamental é o que apresenta maior cobertura, ficando estimado em 97%. Esse é um dado bastante positivo, entretanto, no Ensino Médio essa cobertura cai para 50% e, no Ensino Superior, apenas 15% dos jovens entre dezoito e vinte quatro anos têm condições de frequentar tal modalidade.

Isso tudo revela o quanto é importante investir em políticas públicas a fim de garantir e qualificar a Educação Básica e o Ensino Superior. 

terça-feira, 20 de junho de 2017

Democratização da escola

A partir dos estudos realizados na Interdisciplina "ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO", percebi o quanto já se conquistou com o passar dos anos no que se refere à democracia. Entretanto, muitas dessas conquistas ainda não se efetivaram integralmente em nossas instituições de ensino. 
Na maioria das escolas, há CPM, há CE, porém com muitas restrições. Há participação de membros da comunidade escolar, mas por medo, vergonha, falta de costume, não são investigadas muitas ações que ocorrem no interior desses espaços de aprendizagem. Ainda é bastante tímida a participação e a tomada de decisão pelos membros integrantes. Em alguns casos, a partiocipação é sobre: a data e os comes e bebes que serão oferecidos na festa junina, qual será o presente oferecido às professoras na data em que serão homenageadas,... Como afirmei, são bem simples e limitadas, mas não deixam de ser - de certa forma - um início, um ensaio, uma prévia de como deve (ou deveria) ser uma verdadeira e eficaz participação. 

Ainda temos um longo caminho a seguir rumo a uma democratização propriamente dita. Estamos engatinhando. Apenas.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

PSICOLOGIA DA VIDA ADULTA

                 




  Na aula do dia 01 de junho de 2017, nosso grupo -  composto por Franciele Barille, Tamara Scottá e eu - realizamos a apresentação da nossa pesquisa, que tratou da diferença que ocorre com relação à percepção da passagem do tempo para um adulto e para uma criança. Dentre outros aspectos, salientamos que, para uma criança, há poucos eventos pelos quais elas anseiam (aniversário, Páscoa, Natal, Dia da Criança), portanto, a expectativa com relação a eles, gera uma ansiedade muito intensa, o que aparenta que o tempo passa muito vagarosamente.

Já com relação ao adulto, há inúmeros compromissos, preocupações, afazeres, obrigações,... o que acaba por parecer que o tempo voa. Segundo a visão do grupo, vivemos em função do relógio, o que gera a impressão de que, mal o ano começa, já é dezembro novamente. 

Adoramos realizar esse trabalho, pois além de aprofundarmos e conhecermos mais sobre esse assunto, pudemos parar para pensar e refletir sobre o turbilhão que é a nossa vida, as escolhas que fazemos e as prioridades que elegemos.  

sexta-feira, 26 de maio de 2017

ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO




Como "funciona" a escola?
Qual a estrutura dos níveis e sistemas de ensino?
Valorização do professor, será?
Financiamento?

Esses, dentre outros assuntos, nos acompanharão do decorrer do semestre na interdisciplina de "Organização e gestão da educação" 
durante este primeiro semestre letivo de 2017. 

Na aula inaugural, ocorrida em 25 de maio, pudemos discutir um pouco sobre as Concepções de Organização e Gestão Escolar - segundo José Carlos Libâneo: 

Técnico-científica;
Autogestionária;
Interpretativa;
Democrática-participativa.

Além disso, relacionamos tais concepções às escolas onde 
minhas colegas e eu trabalhamos. Constatamos que há muito 
ainda por fazer, para que consigamos ter uma maneira mais democrática e decentralizada de conduzir uma instituição escolar. 

Muito ainda vamos debater, estudar e aprender. 
É uma caminhada que ora se inicia.

ORGANIZAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL



No dia 25 de maio de 2017, tivemos a primeira aula presencial da interdisciplina "Organização do Ensino Fundamental". A professora Rosália propôs uma técnica na qual teríamos que "criar um mostro" a partir de 9 comandos. Após estar com a nossa atividade pronta, pudemos constatar como, apesar de serem as mesmas "regras", havia diferenças entre as nossas produções. 

Dando continuidade à aula, falamos um pouco sobre o nosso dia a dia, as nossas experiências profissionais nas mais diferentes instituições, 
os aspectos positivos e negativos que nelas ficam evidentes. 

O envolvimento entre os colegas nas propostas que são sugeridas, a forma de lidar com as situações cotidianas da escola, o fato de levar as sugestões, elogios e críticas pelo lado pessoal - o que muitas vezes não corresponde com o objetivo de tais colocações.

Gostei muito da aula, da professora e das reflexões proporcionadas. 

Mais uma interdisciplina.

Novas trocas de experiências.

Novos aprendizados.


sábado, 20 de maio de 2017

MAPAS CONCEITUAIS

                


                 Mapas Conceituais são estruturas em forma de esquemas que representam conjuntos de ideias e conceitos dispostos em uma espécie de rede de proposições, de modo a apresentar mais claramente a exposição do conhecimento e organizá-lo segundo a compreensão cognitiva do seu idealizador. 
                 Portanto, são representações gráficas, que indicam relações entre palavras e conceitos. São utilizados para a facilitação e a sequenciação hierarquizada dos conteúdos a serem abordados, de modo a oferecer estímulos adequados à aprendizagem.

              Um mapa conceitual possui diversas utilidades práticas, destacando-se a avaliação da consolidação de um conhecimento adquirido pelo educando.
                       Um Mapa Conceitual pode servir para tornar mais significativa a aprendizagem, 
permitindo aos alunos estabelecer relações entre os conteúdos apresentados com os 
conhecimentos anteriormente assimilados. 

domingo, 7 de maio de 2017

Missão do professor

             

                 Todos os profissionais da educação já ouviram que o professor deve ser aquele que estimula a curiosidade, que é questionador e dá condições de o aluno refletir sobre os temas abordados na sala de aula, levando-o às suas próprias descobertas.
                  Que o bom professor deve incentivar uma relação aberta entre escola e família, para se sentirem valorizados e perceberem que o processo educativo necessita de contribuições dos dois lados.
            Diante disso, nas práticas de sala de aula, o bom professor deve estimular os alunos a agir de forma correta, pensando nas consequências de seus atos, sendo responsáveis com a vida, preocupando-se com o bem-estar do outro e do meio em que vive.
                O bom professor não deve se preocupar em ser conteudista, mas sim promover a circulação do conhecimento, proporcionando a reflexão, abrindo espaço para o diálogo, a troca de informações, propondo que cada indivíduo deixe sua opinião – as informações que já tem sobre algum assunto. E deve permitir que o lúdico faça parte das atividades da sala de aula, pois aprende-se muito mais através da brincadeira, da diversão e do prazer.
                Com isso, permite-se que os alunos cresçam enquanto pessoas e  profissionais. Que sintam as necessidades do mundo, de que somos responsáveis para que tudo corra bem, para que as coisas aconteçam de forma organizada e planejada, visando o crescimento social do país.
                 Nossa "função social" não é simples e nem fácil, mas que possamos fazer o serviço da formiguinha, dando a nossa contribuição para a possibilidade de termos um mundo melhor.